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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Em nota, Glenn diz que Globo prefere “abafar, aos invés de revelar, os desvios da Lava Jato e Moro

Jornalista diz que uma nota divulgada nesta quarta-feira (12) pela Globo - "com acusações e falsidades sobre mim" - tinha um objetivo claro: "distrair a atenção da substância das reportagens"
O jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, divulgou nota nesta quinta-feira (13) em seu Twitter em que diz que a Globo prefere abafar, ao invés de revelar, os desvios da Lava Jato e do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.
“Até hoje, a Globo – em contraste com muitos outros grandes jornais e revistas no Brasil e internacionalmente – continua desinteressada em obter acesso ao arquivo, e as razões me parecem claras: eles preferem abafar, ao invés de revelar, os desvios da Lava-Jato e Moro”, relatou, em uma extensa declaração publicada em seu Twitter.
Glenn diz que uma nota divulgada nesta quarta-feira (12) pela Globo – “com acusações e falsidades sobre mim” – tinha um objetivo claro e é o mesmo que aparece em toda a cobertura da rede de comunicação sobre o assunto: “distrair a atenção da substância das reportagens que expõe sérias desvios na conduta de Moro, Deltan e a Força-Tarefa da Lava Jato (SIC)”, relata.

Leia nota na íntegra:
Toda a mídia brasileira e internacional (exceto uma): revelações chocantes sobre o comportamento impróprio do ministro da Justiça Moro e da força-tarefa Lava Jato: explicamos o que os documentos mostram.

Globo: HACKERS !!!!


 Com informações de revistaforum.com.br

Greve envolveu 45 milhões de trabalhadores e trabalhadoras

O presidente da CTB, Adilson Araújo, avaliou como extremamente positiva e exitosa a greve geral realizada nesta sexta-feira, 14 de junho, contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsomoro.
Ouça o áudio:

fonte: portalctb.org

domingo, 9 de junho de 2019

Documentos inéditos revelam o papel político da Lava Jato contra Lula e o PT

 Moro colaborou de forma secreta e antiética com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula

Os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT . - Créditos: Reprodução

O portal de notícias Intercept Brasil publicou no final da tarde deste domingo (9) três reportagens explosivas sobre a operação Lava Jato e o papel político que o atual ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol exerceram por meio das investigações da força tarefa. As reportagens, produzidas a partir de arquivos inéditos obtidos por uma fonte anônima, mostram discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da Lava Jato.
Um dos elementos mostra que os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT e tomaram atitudes para atingir esse objetivo; e que o juiz Sergio Moro colaborou de forma secreta e antiética com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula.
Vale lembrar que as investigações da operação levaram à prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último ano, e o impediu de ser candidato à presidência da República no momento em que todas as pesquisas mostravam que Lula liderava a corrida eleitoral de 2018, com chances, inclusive, de ganhar no primeiro turno. Sua exclusão da eleição, baseada na decisão de Moro, foi uma peça-chave para abrir uma caminho para a vitória de Bolsonaro.
Uma parte dos arquivos secretos revela que os procuradores da Lava Jato tramaram para impedir que o PT ganhasse a eleição presidencial de 2018, bloqueando ou enfraquecendo uma entrevista pré-eleitoral com Lula com o objetivo explícito de afetar o resultado da eleição.
Liderado por Deltan Dallagnol, os procuradores da força-tarefa em Curitiba discutiram formas de inviabilizar uma entrevista do ex-presidente Lula à colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski porque, em suas palavras, ela “pode eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT” ao poder.
Outro ponto levantado pelas reportagens revela a insegurança do próprio Dallagnol em relação a acusação que levou Lula à prisão em abril do ano passado. “Ele [Dallagnol] estava inseguro justamente sobre o ponto central da acusação que seria assinada por ele e seus colegas: que Lula havia recebido de presente um apartamento triplex na praia do Guarujá após favorecer a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras”, mostra a reportagem.
Em outro momento, a matéria aponta que Moro e Dallagnol foram muito além do papel que lhes cabiam enquanto juiz e procurador. Em diversas conversas privadas, Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou ao menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal.
As reportagens vêm à tona em meio a uma profunda crise política, econômica e social pelo qual passa o Brasil. Há anos, diversos setores da sociedade denunciam os desvios, abusos e ações inconstitucionais cometidos pela operação Lava Jato. Em seu twitter, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) comentou que as reportagens do Intercept Brasil provam “de uma vez por todas, que a Lava Jato foi uma grande armação contra Lula e o PT. Tudo aquilo que denunciamos está cabalmente comprovado por 2 anos de conversas entre principais protagonistas do esquema: Moro e Dallagnol".

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Greve geral: após atos pela educação, ideia é "parar tudo" em 14 de junho

Cerca de 300 mil pessoas se manifestaram nas ruas de São Paulo (SP) no 30M, contra os cortes na educação e contra a PEC da Previdência - Créditos: Foto: Mídia Ninja
O sucesso das mobilizações pela educação, em todo o país, reforçou o chamamento para a greve geral contra a perda de direitos dos trabalhadores brasileiros, marcada para 14 de junho. O ponto-chave da greve é a defesa da Previdência pública e solidária que está sendo atacada pelo projeto de reforma do governo Bolsonaro.
"A reforma do Bolsonaro não é uma reforma, é uma destruição do sistema de seguridade social", explica o secretário-geral da CUT-SP, João Cayres, em entrevista ao Brasil de Fato. Leia abaixo os principais trechos:
Brasil de Fato: Qual a importância das mobilizações da educação para o chamamento da Greve Geral?
João Cayres: A greve geral já estava sendo discutida antes do movimento da educação. (…) Foi muito bom porque foi um sucesso (…), e neste momento todo a gente também está agregando à discussão da Previdência, da Seguridade Social, e já estamos agregando também para a Greve Geral a questão dos cortes na Educação (…). 
Em relação à Previdência, as centrais divergem em alguns pontos. Gostaria que você falasse um pouco nesse sentido.
Nós estamos lidando muito bem, pela primeira vez na história nós conseguimos fazer um 1º de Maio unificado, com todas as centrais sindicais. Algo inédito, cada central sindical fazia o seu, falava com seu público específico, mas a gente conseguiu depois de muita conversa unificar. Do ponto de vista da reforma, o que tem claro pra nós é que a reforma do Bolsonaro não é uma reforma, é uma destruição do sistema de seguridade social. O que ele apresenta, que é o sistema de capitalização, não agrada nenhum tipo de central sindical. Pode ter uma ou outra pensando alguma coisa, em fazer algum tipo de reforma, mas nós da CUT entendemos que as reformas já foram feitas. A última foi em 2015 com a Dilma, com o fator 85/95, que já virou 86/95, que já resolve vários problemas. E a reforma de 2003, (…) que foi essa história de combate aos privilégios. O pessoal fala muito disso, que agora funcionário público não vai mais receber isso aquilo, isso é mentira, por que isso já foi resolvido. (…) Então essa discussão pra nós está tranquila. Nós unimos neste sentido, de que somos contra o sistema de capitalização porque dentro da reforma da Previdência tem também umas mudanças que aprofunda o desastre da Reforma Trabalhista. Que é o caso da chamada Carteira Verde Amarela. 
Em relação a diálogo com governo, há espaço ou é inviável?
É só pegar a declaração do Ministro da Economia, que diz que se mexer uma vírgula ele vai embora do país. É um garoto mimado que não aceita nada e que se não tiver o que ele está pedindo ele vai morar fora. Ou seja, não tem conversa. 
Faltando cerca de 15 dias para a Greve Geral, vão ser realizadas atividades de mobilização até lá?
O que a gente tem feito, falando pela CUT e as subsedes de várias regiões de São Paulo, estamos realizando plenárias nos sindicatos debatendo justamente a forma de fazer as atividades. Vamos fazer panfletagem, assembleias nos locais de trabalho, mobilizando e conscientizando, usando as redes sociais também. Estamos conversando com setor de transporte e a ideia é parar tudo, como aconteceu no dia 28 de abril de 2017.

Transição para capitalização teria custo de R$ 985 bilhões em 20 anos

A transição do regime de aposentadoria para o chamado modelo de capitalização pode custar aos cofres públicos R$ 115 bilhões em 10 anos e R$ 985 bilhões em 20 anos, estima a equipe econômica. A projeção consta de uma simulação apresentada ontem pelo secretário de Previdência, Leonardo Rolim, em audiência da Comissão Especial da reforma da Previdência. A estimativa é baseada em um modelo do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Hoje, o sistema de aposentadorias no Brasil é de repartição. Assim, quem está na ativa contribui para um fundo que financia os benefícios de quem já se aposentou. No regime de capitalização, cada trabalhador contribui para sua própria poupança. Essa transição gera um custo porque os contribuintes do novo sistema deixam de recolher para o antigo.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) não especifica como o novo regime funcionaria, deixando a definição dos detalhes para uma lei complementar. A simulação apresentada por Rolim nesta quarta a parlamentares considera um dos possíveis desenhos que podem ser adotados, caso o novo regime seja aprovado no Congresso.
O exemplo apresentado pelo secretário é de um sistema híbrido, voltado só para quem ingressar no mercado de trabalho no futuro e optar pelo novo regime. Nesse regime, a contribuição de trabalhadores que ganham até o teto do INSS (hoje em cerca de R$ 5,8 mil) recolheriam para dois fundos. Uma parte seria direcionada para a chamada repartição nocional: o dinheiro continuaria indo para um bolo comum, mas o benefício seria definido de acordo com alguns indicadores (como inflação e PIB). A outra seria investida na capitalização, propriamente dita, em que o dinheiro rende conforme as aplicações no mercado financeiro.
Haveria ainda uma terceira camada, de Previdência Complementar, voltada para quem ganha acima do teto do INSS. De acordo com a apresentação, essa camada permitiria vários formatos a serem ainda definidos, como a possibilidade ou não de contribuição patronal.
Na avaliação de especialistas que participaram do encontro, um modelo híbrido seria justamente o ideal, por evitar que toda a poupança dos trabalhadores fique sujeita a riscos do mercado financeiro. O economista Hélio Zylberstajn, coordenador do Salariômetro/Fipe, defendeu uma permissão para que contribuintes usem o FGTS para formar sua poupança previdenciária.
Já para Fabio Zanitte, professor do Ibmec e da Uerj, apostar na capitalização é um risco. Ele lembrou da analogia frequentemente usada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o sistema previdenciário brasileiro é um avião em chamas prestes a cair. Por isso, defende o ministro, é preciso criar um novo regime. "Mas a solução que ele apresenta é que todos nós temos que pular para fora do avião e bater as asas. Acredito que isso não vá funcionar", criticou.
fonte: portalctb.org

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Globo omite que greve e atos são contra a reforma da Previdência

O portal de notícias da Globo (G1) destacou a cobertura da greve nacional da Educação e das massivas manifestações de protesto com as quais foram temperadas nesta histórica quarta-feira, 15 de maio de 2019. Mas procurou omitir uma informação fundamental, a de que o movimento, que teve o ativo apoio das centrais e dos movimentos sociais, foi originalmente convocado em defesa das aposentadorias e contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que é particularmente cruel com os educadores e, ainda mais, com as professoras.
Não é preciso muito esforço para deduzir do comportamento dos jornalistas globais que houve uma determinação editorial muito clara neste sentido. Todos os âncoras e comentaristas do G1 sustentam a meia verdade de que as manifestações são exclusivamente contra os cortes no orçamento das universidades federais, que eles por sinal tentam amenizar e justificar, deixando de dizer que o alvo principal é a malfadada reforma. Um ou outro repórter não deixou de observar, ao vivo, que os manifestantes “também protestavam contra a reforma da Previdência”.
A bem da verdade, seria imprescindível informar que a greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em 20 de abril, antes do anúncio do bloqueio de verbas (em 30/4) que está estrangulando as universidades e comprometendo inúmeros programas científicos e sociais. A profunda indignação da categoria com a reforma da dupla Bolsonaro/Guedes, ansiada pelos banqueiros e rentistas, foi o grande motivo da mobilização, que progressivamente foi ganhando a adesão e o reforço de outras entidades da categoria, bem como dos estudantes, das centrais sindicais e movimentos sociais. Os cortes no orçamento da Educação contribuíram fortemente para ampliar o movimento.
O jornalismo praticado pela Globo está longe de ter a objetividade e isenção que seus patrocinadores, sob o tacão da família Marinho, aparentam. O que ali se faz, com mais notoriedade em conjunturas de radicalização da luta de classes, é guerra ideológica e seus jornalistas têm que forçosamente aderir aos conceitos e opiniões da patroa. Quando ousam sair da linha, são calados e colocados sob censura, como ocorreu com Chico Pinheiro. É o que os críticos chamam de pensamento único.
Este pensamento único transparece nas notícias sobre a Previdência. Aqui não há espaço para o contraditório, a reforma é o remédio miraculoso para todos os males do Brasil e ponto final, sem ela não teremos mais emprego, nem crescimento, nem serviços públicos. É este o cantochão entoado em uníssono por todos os profissionais da empresa, mesmo os que serão prejudicados pelas mudanças propostas por Guedes e Bolsonaro não devem pensar diferente e se, por acaso, pensarem não devem expressar opinião.
Daí para a manipulação de fatos e notícias é menos que um passo. Há poucos dias, o jornal O globo fez uma leitura enviezada dos resultados de uma pesquisa para “informar” que “seis em cada dez brasileiros concordam com a reforma”, um Fake News, que uma análise mais detida do levantamento logo desmascara. Em relação à reforma da Previdência, a guerra ideológica tornou-se notória e nesta quarta-feira (15) se sobrepôs ao jornalismo.
Queira ou não a mídia da família Marinho, que apoiou os golpes de 1964 e 2016 contra a classe trabalhadora, a greve nacional da Educação foi um grande “esquenta” para a greve geral convocada pelas centrais sindicais, com apoio dos movimentos sociais, para 14 de junho, que também tende a superar as expectativas e pode ser a maior e mais ampla greve da história do movimento operário brasileiro.
fonte: portalctb.org

Estudantes convocam novos protestos em defesa da educação para o dia 30 de maio

Maranhenses lotaram as ruas da capital São Luís nesta quarta-feira (15) - Créditos: Divulgação
O sucesso da Greve Nacional da Educação fez com que três entidades de representação estudantil convocassem, no início da noite desta quarta-feira (15), o Segundo Dia Nacional em Defesa da Educação, que será realizado em 30 de maio.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) fizeram uma convocatória conjunta durante as manifestações de rua em todo o Brasil e pelas redes sociais.
Segundo apuração da Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), mais de um milhão de pessoas participaram das manifestações. Conforme levantamento do Brasil de Fato na imprensa e nas redes sociais, houve manifestações em mais de 200 municípios de todos os estados brasileiros.
O levante dos estudantes é uma resposta aos cortes de orçamento em todos os níveis da educação, anunciados no último dia 30 de abril por Abraham Weintraub, ministro da Educaçã. Nas universidades federais, o governo bloqueará 30% do orçamento previsto para pagamento de dívidas não obrigatórias, como trabalhadores terceirizados, obras, compra de equipamentos, água, luz e internet.