Páginas

domingo, 21 de outubro de 2018

O caixa dois de Bolsonaro e as fake news sobre educação

Entre a avalanche de fake news disseminadas via WhatsApp com os milhões de caixa dois pagos por empresas no crime de fraude eleitoral cometido por Jair Bolsonaro e sua campanha, denunciado nesta semana pelo jornal Folha de S. Paulo, as falsas informações sobre a educação são graves e têm sido responsáveis por fazer grande parte da população manifestar intenção de voto no candidato do PSL com base em mentiras.
O inexistente “kit gay” é a principal delas. Segundo noticiado na última quinta-feira (17) pela Agência Pública, a busca no Google pelo tema bateu recorde antes da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de determinar a retirada de seis vídeos que afirmaram que o livro “Aparelho sexual e cia” foi adotado durante a gestão de Haddad no MEC. A matéria da Pública começa com o exemplo da professora Renata Bragança, que dá aulas para o ensino fundamental, e que, ao receber a falsa denúncia da “cartilha gay” pelo aplicativo de mensagens, ofereceu R$100 pelo kit, sabendo, claro, que ninguém o teria, porque, obviamente, ele nunca existiu.
A mentira se baseia no material “Escola sem homofobia”, que foi suspenso pelo governo federal em 2011 por ter sido alvo de críticas de setores conservadores. Mas a pecha de “kit gay” prolifera desde então e foi usada de maneira calhorda — e, por que não dizer?, criminosa, já que com dinheiro de caixa dois — por Bolsonaro em sua campanha. A fake news se cola instantaneamente a uma outra, que, em 2014, provocou polêmica quando da votação do Plano Nacional de Educação (PNE): a de que existe uma suposta “ideologia” de gênero a aliciar crianças nas escolas. Nesse caso, o preconceito, o machismo, a homofobia, o conservadorismo religioso — e também uma boa dose de desconhecimento — fazem setores da sociedade questionar o papel da educação em defesa da igualdade de gênero (isto é, o entendimento de que todos e todas têm os mesmos direitos) e no combate a todos os tipos de discriminação.
Essas duas questões, que no fundo são uma só, estão contidas numa terceira: a ideia falaciosa de que existe uma pretensa doutrinação de esquerda nas escolas brasileiras (como se as pautas humanitárias e de de direitos humanos, como o respeito à diversidade, fossem uma exclusividade da esquerda). A vertente religiosa e conservadora, aliás, é o terreno onde o movimento Escola Sem Partido (que de apartidário não tem absolutamente nada além do nome) e seus projetos de Lei da Mordaça encontra seu solo mais fértil para censurar, perseguir e criminalizar professores. O resultado disso é uma das propostas mais nocivas de Bolsonaro e seus apoiadores: a implementação do ensino a distância desde a educação básica, o que traria profundos prejuízos não só à socialização da criança e do adolescente e ao processo de ensino-aprendizagem, rebaixando a formação dos estudantes e contribuindo para a desprofissionalização do magistério, mas especialmente para as famílias mais pobres, nas quais os pais não têm onde deixar seus filhos para trabalhar e nas quais a merenda escolar é, muitas vezes, a principal refeição diária do estudante.
Todas essas falsas notícias não são parte apenas de um crime financeiro que afronta a legislação que rege as eleições. A fraude eleitoral de Bolsonaro é também um crime contra a educação como direito de cada cidadão e cidadã.
fonte: contee.org

Fraude eleitoral: TSE adia coletiva para domingo (21); Haddad critica "silêncio absoluto" do tribunal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou a coletiva de imprensa que estava prevista para as 16h desta sexta-feira, 19, alegando problema na agenda de autoridades. A nova data é domingo, 21, às 14h, na sede do TSE em Brasília.
A coletiva havia sido convocada na quinta-feira (18) para hoje, às 16h, no prédio do TSE em Brasília. Ao lado de Rosa Weber, também participarão da coletiva o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Sérgio Etchegoyen, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

Na mannhã de hoje, Haddad criticou o "silêncio absoluto" do tribunal diante do escândalo. "Se a Justiça tomar providências poderemos ter menos desequilíbrio no segundo turno do que tivemos no primeiro. É uma justiça analógica para um crime digital", afirmou. 

A presidente da Corte Eleitoral deve falar de medidas que vêm sendo adotadas para garantir lisura das eleições e responder a questionamentos levantados no primeiro turno do pleito.
O TSE vem sendo cobrado pelo Partido dos Trabalhadores para tomar providências em relação à propagação de fake news por meio do aplicativo Whatsapp. 
O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) entrou com uma ação no TSE contra a campanha do opositor e pediu impugnação da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) após reportagem da Folha ter denunciado que empresas apoiadoras de Bolsonaro financiaram a disseminação de fake news por WhatsApp contra o PT.
Mais cedo, o PDT, sigla de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, também havia dito que pediria ao TSE que cancele ou anule as eleições presidenciais de 2018 por suposta compra de pacote de fake news contra o PT.
As manifestações dos dois partidos vieram depois de reportagem da Folha de S. Paulo divulgar, nesta quinta (18), que empresas como a Havan teriam pago por disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. A prática é ilegal porque a legislação eleitoral proíbe a doação de empresas para campanhas. O valor investido também não foi declarado. 
"Vamos acionar a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral para impedir o deputado Bolsonaro de agredir violentamente a democracia como ele tem feito. Fazer conluio com dinheiro de caixa 2 pra violar a vontade popular é crime", disse Haddad em postagem no Twitter.
Na mannhã de hoje, Haddad criticou o "silêncio absoluto" do tribunal diante do escândalo. "Se a Justiça tomar providências poderemos ter menos desequilíbrio no segundo turno do que tivemos no primeiro. É uma justiça analógica para um crime digital", afirmou. 
Após a denúncia, o Twitter desativou 11 páginas e 42 perfis administrados pela agência Follow Análises Estratégicas, uma das investigadas.
fonte: Portal CTB e Agência Estado

Centrais sindicais declaram apoio à candidatura de Fernando Haddad em reunião, em SP. Assista!

Com a defesa da democracia, do emprego e do desenvolvimento nacional, ocorreu na tarde desta quarta-feira (10), em São Paulo, o encontro de lideranças do movimento sindical com o candidato à presidência da República, Fernando Haddad, e a vice Manuela D'Ávila.
Os dirigentes  das sete principais centrais do país (CTB-CUT-Força Sindical-Nova Central-CSB-Intersindical-UGT) entregaram a Haddad um manifesto de apoio assinado por todos os presidentes das entidades e a agenda prioritária unitária lançada em maio, que reúne as principais propostas da classe trabalhadora para o país.
Durante a reunião, o presidente da CTB, Adilson Araújo, defendeu a revogação da Emenda Constitucional 95 e da reforma trabalhista, e destacou a importância de um projeto que dialogue com as necessidades da classe trabalhadora brasileira.
"Temos de mostrar para o nosso povo que tudo que o golpe subtraiu em dois anos, nós teremos quatro anos para recuperar. É com essa candidatura, com esse projeto, que encontramos o compromisso de revogar a EC 95 e a reforma trabalhista. É neste projeto que nós vamos dialogar com a sociedade que a reforma da Previdência não é prioritária. Temos de discutir uma reforma tributária progressiva e solidária. Diminuir a carga sobre o ombro de quem mais contribui. Este projeto dialoga com o povo", afirmou. 
A candidata à vice-presidenta, Manuela D'Ávila, reafirmou o compromisso com o desenvolvimento e a valorização do trabalho. "É impensável um país desenvolvido sem direitos sociais e trabalhistas assegurados pela CLT e pela Constituição de 1988. Nossa defesa da revogação da EC 95 não é retórica. Não é possível ter um país desenvolvido sem investimento em mais creches, por exemplo, em mais investimentos no sistema público de saúde". 
Fernando Haddad começou sua intervenção afirmando que a negociação permanente é essencial para conquistar avanços para o país. "Eu me reuni com as centrais sindicais como ministro da Educação e como prefeito de São Paulo. Firmamos dezenas de acordos e tivemos a oportunidade de fazer o país avançar", afirmou. "Nossa visão de mundo é tornar o povo parte da solução e não parte do problema. Nossa solução não é uma arma na mão, mas uma carteira de trabalho em uma mão e um livro na outra", disse Haddad.
Ele alertou que os direitos sociais e trabalhistas não são os únicos em risco no país. "Os direitos civis e políticos também estão cada vez mais ameaçados", afirmou, fazendo referência à morte do capoeirista baiano e à agressão à menina gaúcha que teve uma suástica inscrita com canivete na região abdominal de seu corpo por usar uma camiseta do movimento "Ele não".
Assista:
fonte: Portal CTB

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Educação Superior: assembleia dia 08/10, 18h, no Sinpro-Rio

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e área interna

Movimentada assembleia, 22/09, aprovou, por unanimidade, o resultado das negociações da Campanha Salarial 2018 – Educação Superior. 

Os professores e professoras da Educação Superior deverão ratificar, em assembleia agendada para o dia 08 de outubro, a celebração da Convenção Coletiva de Trabalho.

fonte: sinpro-rio.org

terça-feira, 18 de setembro de 2018

SINPRO RIO: AGENDA DE VISITAS ÀS IES

A imagem pode conter: texto

SEMANA DE 17 A 20 DE SETEMBRO!
Professor/a, participe das visitas e compareça à assembleia!

Educação Superior: próxima assembleia 22/09, 10h, no Sinpro-Rio






A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sentadas e área interna
Reunidos em assembleia na manhã do dia 15 de setembro, professores e professoras da Educação Superior deliberaram por: - continuar e intensificar a mobilização nas portas das IES e nas redes sociais; - continuar as negociações com os representantes do patronato; - realizar nova assembleia no dia 22 de setembro, sábado, às 10 horas, no auditório do Sindicato (Rua Pedro Lessa, 35, 2º andar, Centro do Rio). NENHUM DIREITO A MENOS! COMPAREÇA À ASSEMBLEIA - SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL!


fonte: facebook.com/pg/sinprorio1931

domingo, 16 de setembro de 2018

CTB RJ repudia declarações de Wagner Victer e defende profissionais da Educação


Que a covardia era uma das principais marcas do desgoverno de Luís Fernando Pezão (PMDB) e seus aliados, todos já sabíamos, mas o nível do descaramento parece ter superado todos os limites do absurdo nessa manhã de terça-feira (4). Após os sofríveis índices de desempenho da educação pública do Rio de Janeiro no IDEB, o secretário de educação do governo Pezão, Wagner Victer, colocou a culpa na paralisação da categoria, em 2014.

Com a declaração, o secretário tenta tirar de si uma responsabilidade que é exclusivamente de sua secretaria e do governo ao qual pertence. O descaso com a educação pública do Rio de Janeiro é notório. As escolas sofrem com faltas de investimentos e de professores; as universidades são sucateadas, não há projeto para o setor e a paralisação da categoria não pode ser responsabilizada. As aulas foram repostas, o que não foi reposto foram os recursos para um salto de qualidade na educação pública estadual. A justificativa da greve não é fundamentada pelos dados. Não houve mudança no comportamento do governo para com a educação de 2015 até os dias atuais.

Os números do IDEB dão uma ideia de como a educação é tratada no Estado. Nossa educação pública  não atingiu nenhuma meta projetada, em nenhum nível de escolaridade.
No caso do ensino médio, responsabilidade do Governo do Estado, piorou. O Rio teve uma média menor do que o Brasil e o pior desempenho nas regiões Sudeste e Sul. Resultado inaceitável. Os/as professores/as e demais profissionais da SEEDUC convivem com baixos investimentos nas suas condições de trabalho, quatro anos sem reajuste salarial, e preparam uma nova paralisação, convocada pelo SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), para enfrentar os ataques que o governo Pezão promove constantemente contra a categoria.


Nós, da CTB Rio de Janeiro, defendemos a valorização dos professores e dos profissionais da educação como caminho para elevar a qualidade do nosso ensino e construir uma educação forte, emancipadora e soberana. Precisamos melhorar a estrutura e tornar a escola mais atrativa para o jovem, integrando-a à comunidade e fazendo com que ela passe a ser um elemento da mesma. Precisamos de mais respeito e dignidade para os professores e professoras da SEEDUC desenvolverem seu trabalho.

Em defesa da valorização e do respeito aos profissionais da educação.
Rio de Janeiro, 4 de setembro de 2018
Paulo Sérgio Farias
Presidente da CTB-RJ