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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Rosa Weber notifica ministro da Educação a explicar fala sobre brasileiro 'canibal'

Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, em programa produzido pelo MEC — Foto: Reprodução/MEC

Ricardo Vélez Rodríguez afirmou que quando viaja brasileiro se comporta como um 'canibal' e 'rouba' coisas em hotéis. Após declaração, advogado acusou ministro de calúnia e difamação.


A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou notificar o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, para que, caso queira, em até 10 dias, apresente explicações sobre uma entrevista em que disse que o brasileiro se transforma em um "canibal" ao viajar.


Rodríguez afirmou em entrevista que, viajando, o brasileiro "rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola", disse o ministro na ocasião.


A notificação foi feita no dia 11 em uma interpelação judicial apresentada ao Supremo por um advogado, que acusa Vélez de calúnia e difamação pelas declarações. O ministro pode apresentar ou não explicações. Depois, o advogado pode decidir se apresenta ação por crime contra a honra.


“As acusações do senhor Vélez, além de demonstrarem que dito alienígena não é merecedor da naturalização brasileira que lhe foi concedida, muito menos o é de ser ministro de Estado da Educação”, disse o advogado.

fonte: g1.globo.com

As pérolas de Gabriela Hardt na sentença que condena Lula



A defesa de Lula divulgou no final da tarde desta quarta (6) uma nota à imprensa expondo as pérolas da juíza Gabriela Hardt na sentença em que condena o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão no caso Atibaia.

Entre os erros cometidos pela magistrada está a frase “depoimentos prestados por colaboradores e co-réus Léo Pinheiro e José Adelmário”, como se fossem pessoas diferentes. José Aldemário Pinheiro Filho é o nome completo do ex-sócio da OAS, Léo Pinheiro.

Mesmo admitindo que a Lava Jato não conseguiu provar ato de ofício praticado por Lula para que tenha sido beneficiado pela OAS, a juíza condenou o ex-presidente por “corrupção passiva” envolvendo o “recebimento de R$ 170 mil em vantagens indevidas”. Detalhe: esse “pagamento” teria ocorrido no ano de 2014, quando o petista já não era mais presidente nem exercia qualquer função pública, esvaziando o tipo penal em que foi enquadrado.

A defesa também considerou um “absurdo” que Hardt, para condenar Lula, descartou uma prova pericial alegando que ela não tinha valor porque a perícia técnica havia sido contratada pelos advogados do ex-presidente.

A perícia, segundo a defesa, demonstrou que os R$ 700 mil em “vantagens indevidas” que a Lava Jato afirma que a Odebrecht pagou ao ex-presidente em forma de obras no sítio de Atibaia, na verdade, foi “sacado em proveito de um dos principais executivos do grupo Odebrecht (presidente do Conselho de Administração)”. A prova, extraída do sistema da própria Odebrecht, foi “descartada sob o censurável fundamento de que ‘esta é uma análise contratada por parte da ação penal, buscando corroborar a tese defensiva’ — como se toda demonstração técnica apresentada no processo pela defesa não tivesse valor probatório”, afirmou a defesa.

Os advogados de Lula ainda destacaram que o ex-presidente foi condenado a uma “pena fora de qualquer parâmetro das penas já aplicadas no âmbito da própria Operação Lava Jato”.

“Uma vez mais a Justiça Federal de Curitiba atribuiu responsabilidade criminal ao ex-presidente tendo por base uma acusação que envolve um imóvel do qual ele não é o proprietário, um ‘caixa geral’ e outras narrativas acusatórias referenciadas apenas por delatores generosamente beneficiados”, assinalou a defesa.

“Em 2016 a defesa demonstrou perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU a ocorrência de grosseiras violações às garantais fundamentais, inclusive no tocante à ausência de um julgamento justo, imparcial e independente. O conteúdo da sentença condenatória proferida hoje somente confirma essa situação e por isso será levada ao conhecimento do Comitê, que poderá julgar o comunicado ainda neste ano — e eventualmente auxiliar o país a restabelecer os direitos de Lula”, acrescentou.

fonte: jornalggn.com

A onda direitista chegou ao movimento estudantil. O que esperar?

Novos players estão em campo. Se ganharão dimensão ou se vieram para ficar, o tempo dirá


Existe a impressão praticamente unânime em toda a sociedade brasileira de que o movimento estudantil, tão ativo nos anos de chumbo da Ditadura Militar e em outros períodos da história do país, é e sempre foi alinhado aos pensamentos e às entidades de esquerda.


Partidos de esquerda, em especial o PCdoB e sua UJS (União da Juventude Socialista), via de regra estiveram à frente da UNE (União Nacional dos Estudantes) – via mecanismos legítimos de votação e representatividade – se não sempre, quase sempre. Não apenas da UNE, mas também dos centros e diretórios acadêmicos das maiores universidades públicas e privadas do país. Contudo, algo vem mudando.

A direita entrou no jogo. Se a esquerda ainda mantém a hegemonia dentro da política que se faz nos meios universitários, não está mais sozinha. Movimentos de espectros ideológicos diferentes se posicionam em relação às polêmicas políticas do momento e articulam ações para promoverem seus pensamentos entre os estudantes.

Tomemos como exemplo a chapa “Aliança Pela Liberdade”, que venceu as eleições do DCE da Universidade de Brasília (Unb) em 2018 e entrou no poder trazendo seu viés direitista aos embates universitários. Classificando assembleias estudantis como “inadequadas e ultrapassadas”, criticando protestos “barulhentos” e regularizando endowments para conseguir parcerias com a inciativa privada, o grupo se classifica como uma entidade de direita com “princípios clássicos do liberalismo, como autonomia e responsabilidade individual”.

Criada em 2009, a Aliança Pela Liberdade ganhou cinco das seis eleições que disputou. “A República Velha terminou com a chamada Revolução de 30. Gostaríamos de ver a oligarquia da UNE terminar com um movimento ‘Diretas Já!’. Infelizmente, o resultado do modelo ultrapassado está aí. Hoje a UNE é absolutamente irrelevante no debate público”, desabafa Jamile Sarchis, 22 anos, que preside a gestão ao lado de Júlia Markiewicz. Uma das chapas derrotadas pela Aliança é o “Movimento Reação Universitária”, que continha apoiadores de João Amoêdo (NOVO), Jair Bolsonaro (PSL) e até mesmo Álvaro Dias (PODEMOS).


Infelizmente, o resultado do modelo ultrapassado está aí. Hoje a UNE é absolutamente irrelevante no debate público

As presidentas acreditam que Bolsonaro poderá ajudar imensamente a educação brasileira, pois, segundo elas, aproxima o mercado de trabalho, a ciência e tecnologia da academia, com investimentos pautados em resultados.
Ninhos de rato

Em novembro do ano passado, o presidente gravou uma live no Facebook dizendo que, quando empossado, “apararia” as universidades porque os centros acadêmicos parecem ninhos de rato e são locais onde têm maconha, preservativo no chão, cachaça na geladeira e paredes pichadas. “Vão me chamar de homofóbico, fascista, ditador… A gente vai tentar mudar isso aí, porque o brasileiro, a maioria dos brasileiros que votaram em mim, não querem mais isso, e ponto final. Eu também não quero”, disse.

Mas nem só de alinhamento com Bolsonaro vive o movimento estudantil do centro para a direita. A Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), presidida por Marcos Saraiva, de 24 anos, não enxerga com bons olhos o governo de turno. “A referência democrática de Bolsonaro é o PT. Se Lula ou Dilma fizeram, ele se sente politicamente autorizado a fazer igual ou pior. Todo nosso apoio às entidades estudantis sempre foi dado. Somos o partido de José Serra, ex-presidente da UNE “, discursa Marcos, que não quis comentar a decisão de João Dória (PSDB) em apoiar o candidato do PSL à presidência.

A quantidade de grupos estudantis ligados a direita só cresce. “USP Livre”, “Unicamp Livre”, “Unesp Livre”, “UFMG Livre”, “UEL Livre”, “UFRJ Livre”, “UFPR Livre” e tantas outros “livres” compõem essa massa juvenil que não se vê representada pela esquerda universitária. O coletivo UniLivres, por exemplo, quer se tornar uma entidade nacional formalizada para representar todos os alunos direitistas brasileiros e têm organizado eventos para conquistar público, o próximo será “A UNE Não me Representa”, em repúdio ao apoio da União à Nicolas Maduro.

Matheus Lopes, 23 anos, estudante de Ciências Econômicas na Universidade Estadual de Campinas, é estrategista de planejamento político do “Unicamp Livre”, grupo que se define como liberal na economia e, parcialmente, nos costumes. Entre os integrantes, há quem se defina como social-liberal, libertário, ordoliberal (espécie de terceira via política nascida na Alemanha do pós-guerra), anarco-capitalista e até conservador.


Embora não tenha interesse em disputar uma eleição no Diretório Central dos Estudantes (DCE), o Unicamp Livre atuará neste ano nas instâncias deliberativas da instituição, estando presente no Conselho Universitário e na Comissão Central de Graduação e pretende criar endowments.

“O movimento estudantil só voltará a resolver os problemas dos estudantes a partir do momento em que diminuir o aparelhamento político que ocorre nas entidades e acabar com o radicalismo e sua desconfiança em relação aos estudos em meios digitais”, esboça Matheus. Ele acredita existir uma doutrinação esquerdista nas escolas e universidades do país, tese que ganhou força com o projeto Escola Sem Partido e tudo mais que se vê no Brasil hoje em dia.

Já se analisarmos o Nossa Voz, DCE da USP, que tem ligação partidária com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), vemos intensas críticas ao novo governo, sob a justificativa de que o país está diante da implementação de um projeto neoliberal que visa sucatear o sistema público educacional e retirar do Estado a responsabilidade de garantir a qualidade de ensino. Carina Mendes, de 22 anos, coordenadora geral da entidade ao lado de Pedro Pereira e David Molinari, diz que as falas do presidente sobre vouchers e as agendas de privatizações colocam a Educação brasileira como um negócio, e não um direito. Assim como foram defendidos pelo candidato à presidência derrotado João Amoêdo, os vouchers de educação também foram citados pela equipe do novo presidente e consistem em um modelo no qual “vales” são distribuídos às famílias dos alunos a fim de pagar escolas privadas.

O fato é que para o gosto de alguns e desgosto de outros, Bolsonaro não prevê revogar a emenda 95, congeladora por 20 anos dos gastos de investimento em saúde e educação, é contrário às cotas raciais e coloca em risco a liberdade de expressão dos professores e discentes. “Colocar uma pessoa desqualificada para dirigir o Inep e retirar alguém com experiência é uma prova da contradição de Bolsonaro, que prometeu uma equipe técnica. Não há nada de técnico nisso”, comentou o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, que assim como Mendes também é alinhado às pautas progressistas.

Uma medida recente assinada por Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, exonera Maria Inês Fini da presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e coloca Marcos Rodrigues no lugar. O responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será Murilo Resende, ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). Seria essa mudança um passo de vitória para esses crescentes movimentos estudantis liberais?



A nova onda estudantil direitista está contemplando a redução e até mesmo o fim de greves, assembleias, protestos e campanhas políticas nas universidades do país. Novos players estão em campo. Se vieram para ficar ou se vão tomar dimensão suficiente para alterar um quadro que dura décadas, é o tempo quem vai dizer.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Luta por Lula livre integra as batalhas do povo pela democracia e contra o retrocesso

Um dia após nova condenação sem provas, povo sai às ruas de São Paulo em solidariedade ao ex-presidente e pela manutenção dos direitos dos trabalhadores.
A nova condenação sem provas de Lula, cuja sentença repete os erros jurídicos que o levou à prisão política, teve como reação imediata mais um ato em defesa da liberdade do ex-presidente com centenas de pessoas nas ruas de São Paulo na tarde de quinta-feira (7). Com a presença de lideranças de partidos progressistas e de movimentos sociais, a iniciativa reiterou também a importância de manter a luta contra a perseguição política ao maior líder popular da história do Brasil aliada ao enfrentamento e à resistência contra a agenda de retrocessos do novo governo.
O ato também serviu como espécie de prévia para a jornada de lutas que acontece entre os dias 7 e de 10 abril, data que marca um ano do cárcere político imposto a Lula com o propósito de o tirar da disputa das últimas eleições presidenciais (da qual venceria) e enfraquecer a agenda da esquerda – que atende aos anseios do povo em detrimento aos interesses do mercado. Até abril muita ação e mobilização deve acontecer, inclusive no campo jurídico.
Candidatura ao Nobel fortalece resistência
A candidatura de Lula ao próximo Prêmio Nobel da Paz, proposto pelo argentino Adolfo Perez Esquivel, que já ganhou o Nobel da Paz, contribui para o fortalecimento da resistência, pois no curto prazo de um mês o abaixo-assinado respaldando a indicação conseguiu 500 mil assinaturas.
A campanha Lula Livre ganhou o mundo, pois os setores democráticos e progressistas da sociedade em todos os continentes reconhecem no presidente Lula uma liderança que colocou o Brasil e a América Latina no caminho da justiça social e do reconhecimento internacional.
As razões para a candidatura de Lula ao posto de Nobel da Paz são muitas: além de promover a paz e fazer um governo pautado pelo diálogo e por agenda voltada ao respeito e ampliação dos direitos do povo brasileiro, Lula deixou legado altamente positivo na história do Brasil ao combater a fome, a pobreza e a precariedade das relações entre capital e trabalho.
Com informações da Agência PT de Notícias

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

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Para celebrar o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado no dia 11 de fevereiro, a Fiocruz convida a todos para uma Roda de Conversas sobre o tema.

Será um espaço de diálogo e a reflexão, por meio da troca de experiências e ideias sobre o tema mulheres e Meninas na Ciência, a partir das falas de mulheres cientistas sobre suas trajetórias e visões.

A celebração dessa data na Fiocruz marca o compromisso da Presidência e da comunidade interna com a promoção da equidade de gênero na Ciência no âmbito institucional e no país, em consonância com as diretrizes institucionais e com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos na Agenda 2030.

A data foi instituída em 2015 pela Assembleia das Nações Unidas. Em 2019, sob a liderança da Unesco e da Onu Mulheres, serão realizadas atividades em diversos países que visam dar visibilidade ao papel e as contribuições fundamentais das mulheres nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.