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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Vélez faz novo recuo e desiste de pedir vídeos de alunos por questões técnicas e de segurança



Novo comunicado, o terceiro nesta semana, deve ser enviado às escolas


O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, fez um novo recuo e desistiu de pedir que diretores de escolas gravem e encaminhem ao governo vídeos de alunos cantando o hino nacional. Um novo comunicado deve ser encaminhado às escolas com a retirada desse pedido.
Vélez já havia admitido na terça-feira (26) o erro de incluir em uma carta enviada a escolas de todo país o slogan de campanha do presidente Jair Bolsonaro, que deveria ser lido aos alunos. Mas o pedido de filmagem dos alunos havia sido mantido numa nova versão da carta, que passou a citar a necessidade de autorização dos pais para as filmagens —o que antes nem sequer era citado.
As redes de ensino foram pegas de surpresa e ao menos dez governos estaduais divulgaram que não seguiriam as orientações do MEC para as filmagens. A Folha apurou que a consultoria jurídica do MEC não havia sido consultada antes do envio da carta às escolas.
Em resposta ao MPF (Ministério Público Federal), o Ministério da Educação informou na quarta-feira (27) que haveria dificuldades técnicas e de segurança para armazenar os vídeos.
“Cumpre-me anotar, a propósito, que recebi notícia, há pouco, do Gabinete do Exmo. Sr. Ministro de Estado da Educação, no sentido de que, por razões técnicas de dificuldade de guarda desse material (imagens e sons), bem como de segurança, determinará a expedição de nova comunicação, com a retirada do pedido de produção e envio de vídeos”, diz ofício da consultoria jurídica do MEC, assinada pelo consultor jurídico Cássio Cavalcante Andrade.
fonte: folha.uol.com

Secretário de educação do RJ admite que não tem vaga para todos os estudantes

Pedro Fernandes admite o problema e diz que a culpa é da gestão anterior. Ele não descarta a possibilidade de que algumas crianças percam o ano.

Vinte mil estudantes aguardam por uma vaga na rede estadual de educação, de acordo com o próprio Governo do Estado do Rio de Janeiro. Em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense, o número de queixas foi tão grande que o Conselho Tutelar encaminhou uma denúncia para o Ministério Público.

“Você entra no sistema, fica em uma lista de espera e não anda de maneira nenhuma. Meu filho está em 248 no Albert, simplesmente a fila não anda. Faz o que com a criança que está em casa? É um direito da criança estudar”, protestou a depiladora Janaína Reis.

Os conselheiros destacam as irregularidades. “O conselho se reuniu e nós produzimos um documento para o Ministério Público denunciando tudo isso. Falta de unidade próxima à residência, fila ilegal, não garante vaga. Aulas já começaram, tem muita gente sem estudar ainda”, explicou o conselheiro Felipe Machado.

O secretário estadual de educação, Pedro Fernandes, admite o problema e diz que a culpa é da gestão anterior. Ele não descarta a possibilidade de que algumas crianças percam o ano.

“Infelizmente essa é uma realidade, não tem sala de aula disponível para essas crianças e, por isso, a gente está fazendo todos os esforços para que a gente possa construir escolas, porque infelizmente não foi feito nas gestões anteriores”, explicou o secretário.

Evanir, mãe de um adolescente, conseguiu uma vaga bem longe de casa e o filho, de 14 anos, foi agredido na saída do colégio.

“Mandaram ele pra Posse. Lá não dá. É perigoso. Ele só chega ferido, não quer mais estudar. Ele está com medo. Não estou escolhendo horário, mas tem que ser perto de casa. Tem poucos dias que ele começou a estudar. Se é perto, eu posso buscar, mas pagar quatro conduções eu não tenho condições”, contou a cuidadora Evanir dos Santos.

fonte: g1.globo.com

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Confúcio Moura pede que governo invista em educação integral

Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa.   Em discurso, à tribuna, senador Confúcio Moura (MDB-RO).  Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em pronunciamento nesta sexta-feira (22), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) defendeu a importância da educação integral, desde o ensino básico e infantil. Ele defende a implantação, pelo governo, do Plano Nacional de Educação (PNE), que fixa diretrizes, metas e estratégias para a política educacional no período de 2014 a 2024, como meio legal de melhorar a qualidade do ensino.
— Na próxima terça-feira, dia 26, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, participará de uma audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Na ocasião, pretendemos questionar sobre o que o ministro entende como educação integral e sobre o PNE. Vamos ouvir quais são os planos daqui para frente, nesses quatro anos de governo, que é tempo suficiente para se fazer um bom trabalho, desde que tenha um plano.
Confúcio Moura lamentou que o Plano Nacional de Educação, criado há mais de quatro anos, não esteja sendo aplicado.
— A lei que aprovou PNE está sendo descumprida. Aliás, o Brasil não gosta de cumprir lei, faz lei e não cumpre. O Brasil deve receber um troféu como campeão em desobediência no cumprimento de leis.
O senador lembrou que nas décadas de 1950 até 1970 a educação começava em casa e era dada pelos pais. Destacou que a família era a formadora do caráter dos jovens, mas lamentou que esse modelo tenha se esgotado porque, segundo ele, os pais de hoje são diferentes.
— Agora parece que os pais não querem mais ensinar os filhos, os pais dizem que não querem mexer com os filhos porque são desobedientes. Os pais ricos de hoje, da classe média, já praticam a educação integral. Aqui em Brasília, por exemplo, o pai rico coloca o filho de manhã na escola, a tarde vai para a natação, vai para o inglês, vai para o reforço de matemática ou vai para judô. Mas o que me preocupa é o pai pobre, o menino da favela, o menino da roça. Esse menino é que precisa da proteção do Estado com a boa qualidade da educação integral — afirmou.
fonte: senado.leg.br

Um ministro da educação às avessas



O descuido com a educação persiste desde o governo anterior - Créditos: Leandro Taques

Pensamento do ministro parece funcionar às avessas: ao invés de expandir, ele quer limitar as universidades

Se depender do ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro, muito brasileiro não tem que estudar. Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, publicada em 28 de janeiro, Ricardo Vélez Rodrigues afirmou que “a ideia de universidade para todos não existe” e defendeu que as vagas no ensino superior sejam reservadas a uma elite. Mas Vélez não é o único. O descuido com a educação persiste desde o governo anterior.
A aprovação, por exemplo, da Emenda Constitucional n.º 95, de 2016 (conhecida como “PEC da Morte”), impediu investimentos na educação por 20 anos. Assim como na gestão de Temer, o governo Bolsonaro não vai priorizar o ensino superior. Porém, como apontou a diretora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ivana Bentes, “o país mudou e abriu um horizonte que não existia com as cotas sociais, raciais e pré-vestibulares comunitários”.
Exemplo disso é a estudante Leticia Christine, de 19 anos, que entrou em segundo lugar pelo ENEM na Federal do Rio deste ano. Ela estudou no pré-vestibular comunitário da Portela, o cursinho gratuito com aulas na quadra da escola de samba. Ainda assim, o acesso é muito restrito. O pensamento do ministro parece funcionar às avessas: ao invés de expandir, ele quer limitar as universidades.

Feita para agradar os patrões, reforma de Bolsonaro acaba com multa de 40% do FGTS nas demissões de aposentados

O patronato anda às gargalhadas. Apresentada à opinião pública como uma iniciativa para combater a desigualdade e privilégios, supostos ou imaginários, dos funcionários públicos, a proposta de reforma da Previdência do governo da extrema direita é um pacote de maldades sem fim contra a classe trabalhadora, e especialmente os segmentos mais pobres e vulneráves.
Embora alardeando que os direitos adquiridos serão respeitados, o texto avança contra quem já está aposentado. O trabalhador que já se aposentou perde o direito de indenização no caso de demissão, direito que já adquiriu e possui atualmente. A multa equivale a 40% do FGTS e voltará para o bolso do patrão, caso vingue a proposta indecente e perversa do capetão.
Além disto, o aposentado ou pensionista não terá direito a acumular benefício, o que não atingirá somente aposentadorias de valor elevado, pois vai significar rebaixamento dos benefícios para vários trabalhadores que ganham até 2 ou 3 salários mínimos. É pura maldade.
No caso da multa sobre demissões imotivadas, trata-se obviamente de mais um prêmio aos empresários. A medida não terá impacto maior sobre as contas da Previdência, mas representa mais lucro para os capitalistas. É mais um fato que demonstra o caráter de classes da reforma, que foi feita para atender os interesses das grandes corporações empresariais e tem como objetivo maior a privatização do sistema previdenciário, demandada pelos bancos.
Informações do IBGE dão conta de que 5,2 milhões de aposentados continuavam trabalhando em 2015. Eles fazem isto exclusivamente para complementarem a mixaria que ganham como aposentadoria, que será ainda mais depreciada pela reforma do líder da extrema direita brasileira. São 5,2 milhões de vítimas (pobres, em geral), só neste caso, para benefício de algumas centenas de ricos e poderosos patrões
Bolsonaro, que ganhou a eleição com uma campanha mentirosa e ilusionista, não passa de um pau mandado do imperialismo e um capacho dos grandes capitalistas. Sua vitória representou o coroamento do golpe de Estado de 2016, que foi essencialmente um golpe do capital contra o trabalho.
fonte: portalctb.org

Bolsonaro viola a Constituição ao desempenhar o papel de capanga dos EUA contra a Venezuela



Por Umberto Martins do Portal CTB

O governo Bolsonaro provocou deliberadamente uma crise diplomática na fronteira do Brasil com a Venezuela e resolveu envolver o país, sem o consentimento do seu povo, na aventura da guerra híbrida que os EUA deflagraram contra a Venezuela, que está caminhando aceleradamente para uma intervenção militar aberta, encoberta pela retórica de “ajuda humanitária” e defesa da democracia.
A decisão do governo de extrema direita de enviar “ajuda humanitária” ao país vizinho, integrando-se à estratégia de Washintgon contra o presidente de Nicolás Maduro, é uma notória intervenção no conflito interno que divide a sociedade venezuelana. O mesmo se pode afirmar acerca do reconhecimento do governo paralelo liderado pelo deputado Juan Guaidó, um lacaio do imperialismo que se autoproclamou presidente depois de receber orientação (ou ordem) neste sentido por telefone do vice-presidente dos EUA, Mike Pence.
É plenamente justificável a reação do governo bolivariano de fechar a fronteira com o Brasil em Roraima, que vem sendo usada como pretexto pelo governo do senhor Jair Bolsonaro para promover novas provocações, cujas consequências são ainda imprevisíveis, mas em nenhuma hipótese favoráveis ao povo ou à nação brasileira. Só quem ganha com isto são os imperialistas estadunidenses, que querem se apoderar das maiores reservas de petróleo do planeta.
Constituição
Além de não corresponder aos interesses nacionais, e também por isto, tal política viola a Constituição brasileira, promulgada em 1988, que em seu Artigo 4º consagra os princípios da não intervenção, respeito à autodeterminação dos povos, cooperação entre as nações para o progresso da humanidade e a defesa da solução pacífica dos conflitos nas relações internacionais. Estabelece ainda, em seu parágrafo único, que a “República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”.
A orientação tresloucada do atual governo, expressão daquilo que Nelson Rodrigues batizou de “espírito de vira lata”, contradiz todos esses princípios fundamentais estabelecidos na Constituição. Bolsonaro, no colo de Donald Trump, está desempenhando o vil papel de capanga dos EUA na geopolítica regional, que envolve interesses globais das corporações ligadas ao petróleo e o duelo que a potência hegemônica no mundo capitalista trava com a China e a Rússia com o objetivo de preservar e ampliar seu domínio internacional.  
Petróleo e geopolítica
A propaganda mentirosa marqueteada pelo imperialismo, com a cumplicidade da mídia burguesa em todo o continente, procura demonizar o presidente legítimo da Venezuela e pintar o conflito como uma peleja entre democracia e autoritarismo, bem como encobrir a intervenção militar com propósitos supostamente humanitários. Porém, a agressão imperialista contra o regime chavista tem outra natureza e objetivos bem menos nobres.
Começa pelo petróleo. Conforme revelou o ex-diretor do FBI Andrew McCabe durante um programa de entrevistas da rede MSNBC, no final de 2017 o próprio Trump teria externado sua intenção de ir à guerra contra a Venezuela, argumentando que “eles têm todo o petróleo e estão na nossa porta de fundos”. O óleo negro é fonte perene de conflitos bélicos não só no Oriente Médio e África, em geral guerras por procuração orientadas à distância pelos falcões do Pentágano.
Entrelaçada com a avidez das transnacionais pelo petróleo, temos como pano de fundo do drama que se desenvolve na Venezuela (e não apenas lá) a crise geopolítica em curso no mundo. O ataque à Venezuela é, simultaneamente, uma grave ofensa à China e à Rússia, nações que apoiam e mantêm com o governo Maduro uma parceria estratégica. A potência asiática, comandada pelos comunistas, investiu dezenas de bilhões de dólares no país enquanto o governo Putin estreitou os laços políticos, econômicos e militares com a revolução bolivariana.
China e Rússia
China e Rússia opõem-se energicamente à política imperialista dos EUA, que hoje tem declaradamente o propósito de conter a expansão da influência econômica e política da China na América Latina e implodir o Brics. Eis uma outra razão pela qual a política do Trump tupiniquim vai na contramão dos interesses nacionais do Brasil.
Do ponto de vista do poderio econômico relativo, os EUA são uma potência em franca decadência e estão sendo superados pela China em diversos aspectos, incluindo o PIB medido pelo critério de Paridade de Poder de Compra (PCC), numa prova muito prática e concreta da superioridade da economia socialista de mercado sobre o capitalismo neoliberal. O Brasil é hoje muito mais dependente comercial e financeiramente da China do que dos EUA. Só temos a perder com as relações carnais entre Donald Trump e Jair Bolsonaro, que fez continência à bandeira da potência imperialista e declarou ser fã número um do presidente norte-americano.
O declínio da maior potência imperialista do planeta também ocorria no plano político em nossa região, que caminhava para um novo arranjo geopolítico com as políticas externas soberanas e integracionistas promovidas pelos governos progressistas de Hugo Chávez, Lula, Evo Morales, Rafael Correia e outros líderes de esquerda com fortes raízes nos movimentos sociais. A mudança na região convergia com as transformações em curso no mundo e o deslocamento do poder econômico do Ocidente para o Oriente, o que se traduziu na parceria China/Celac.
Retrocesso
Tal realidade, porém, foi revertida nos últimos anos ao custo de golpes de Estado (em Honduras, no Paraguai, no Brasil e agora na Venezuela) e a eleição de líderes da extrema-direita neoliberal na Colômbia e na Argentina. Os EUA estão retomando plenamente o controle geopolítico do continente.
É preciso acrescentar que esta dimensão geopolítica do conflito na Venezuela é, em geral, solenemente ignorada pela mídia hegemônica, dedicada ao serviço, sujo e diuturno, de desinformação da opinião pública (ou publicada) para embelezar o golpe de Estado e vender a intervenção militar imperialista como “ajuda humanitária” e defesa da democracia.
Se não for derrotado, o golpe em curso na Venezuela vai coroar a vitória do imperialismo e aprofundar o retrocesso político na América Latina. Isto pode retardar, mas não vai reverter o processo histórico de decadência dos Estados Unidos no cenário internacional, determinado pelo desenvolvimento desigual e o crônico parasitismo que corrói a maior economia capitalista do mundo. A história vive hoje um dilema entre sombras e luz e muito embora as sombras predominem no momento, a luz tende a prevalecer no futuro. 
As forças democráticas e progressistas não devem vacilar nem se deixar seduzir pelo canto de sereia regido pelo imperialismo. A intervenção imperialista dos EUA na Venezuela merece o mais profundo repúdio dos povos da América Latina e de todo o mundo. A defesa do sagrado direito dos povos à autodeterminação, previsto na Constituição brasileira, está na ordem do dia.
Veja o que diz a Constituição sobre as relações internacionais do Brasil:
Título I  
Dos Princípios Fundamentais
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
       I - independência nacional;
       II - prevalência dos direitos humanos;
       III - autodeterminação dos povos;
       IV - não-intervenção;
       V - igualdade entre os Estados;
       VI - defesa da paz;
       VII - solução pacífica dos conflitos;
       VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
       IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
       X - concessão de asilo político.
*Editor do Portal CTB e autor do livro "O golpe do capital contra o trabalho"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Rosa Weber notifica ministro da Educação a explicar fala sobre brasileiro 'canibal'

Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, em programa produzido pelo MEC — Foto: Reprodução/MEC

Ricardo Vélez Rodríguez afirmou que quando viaja brasileiro se comporta como um 'canibal' e 'rouba' coisas em hotéis. Após declaração, advogado acusou ministro de calúnia e difamação.


A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou notificar o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, para que, caso queira, em até 10 dias, apresente explicações sobre uma entrevista em que disse que o brasileiro se transforma em um "canibal" ao viajar.


Rodríguez afirmou em entrevista que, viajando, o brasileiro "rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola", disse o ministro na ocasião.


A notificação foi feita no dia 11 em uma interpelação judicial apresentada ao Supremo por um advogado, que acusa Vélez de calúnia e difamação pelas declarações. O ministro pode apresentar ou não explicações. Depois, o advogado pode decidir se apresenta ação por crime contra a honra.


“As acusações do senhor Vélez, além de demonstrarem que dito alienígena não é merecedor da naturalização brasileira que lhe foi concedida, muito menos o é de ser ministro de Estado da Educação”, disse o advogado.

fonte: g1.globo.com

As pérolas de Gabriela Hardt na sentença que condena Lula



A defesa de Lula divulgou no final da tarde desta quarta (6) uma nota à imprensa expondo as pérolas da juíza Gabriela Hardt na sentença em que condena o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão no caso Atibaia.

Entre os erros cometidos pela magistrada está a frase “depoimentos prestados por colaboradores e co-réus Léo Pinheiro e José Adelmário”, como se fossem pessoas diferentes. José Aldemário Pinheiro Filho é o nome completo do ex-sócio da OAS, Léo Pinheiro.

Mesmo admitindo que a Lava Jato não conseguiu provar ato de ofício praticado por Lula para que tenha sido beneficiado pela OAS, a juíza condenou o ex-presidente por “corrupção passiva” envolvendo o “recebimento de R$ 170 mil em vantagens indevidas”. Detalhe: esse “pagamento” teria ocorrido no ano de 2014, quando o petista já não era mais presidente nem exercia qualquer função pública, esvaziando o tipo penal em que foi enquadrado.

A defesa também considerou um “absurdo” que Hardt, para condenar Lula, descartou uma prova pericial alegando que ela não tinha valor porque a perícia técnica havia sido contratada pelos advogados do ex-presidente.

A perícia, segundo a defesa, demonstrou que os R$ 700 mil em “vantagens indevidas” que a Lava Jato afirma que a Odebrecht pagou ao ex-presidente em forma de obras no sítio de Atibaia, na verdade, foi “sacado em proveito de um dos principais executivos do grupo Odebrecht (presidente do Conselho de Administração)”. A prova, extraída do sistema da própria Odebrecht, foi “descartada sob o censurável fundamento de que ‘esta é uma análise contratada por parte da ação penal, buscando corroborar a tese defensiva’ — como se toda demonstração técnica apresentada no processo pela defesa não tivesse valor probatório”, afirmou a defesa.

Os advogados de Lula ainda destacaram que o ex-presidente foi condenado a uma “pena fora de qualquer parâmetro das penas já aplicadas no âmbito da própria Operação Lava Jato”.

“Uma vez mais a Justiça Federal de Curitiba atribuiu responsabilidade criminal ao ex-presidente tendo por base uma acusação que envolve um imóvel do qual ele não é o proprietário, um ‘caixa geral’ e outras narrativas acusatórias referenciadas apenas por delatores generosamente beneficiados”, assinalou a defesa.

“Em 2016 a defesa demonstrou perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU a ocorrência de grosseiras violações às garantais fundamentais, inclusive no tocante à ausência de um julgamento justo, imparcial e independente. O conteúdo da sentença condenatória proferida hoje somente confirma essa situação e por isso será levada ao conhecimento do Comitê, que poderá julgar o comunicado ainda neste ano — e eventualmente auxiliar o país a restabelecer os direitos de Lula”, acrescentou.

fonte: jornalggn.com

A onda direitista chegou ao movimento estudantil. O que esperar?

Novos players estão em campo. Se ganharão dimensão ou se vieram para ficar, o tempo dirá


Existe a impressão praticamente unânime em toda a sociedade brasileira de que o movimento estudantil, tão ativo nos anos de chumbo da Ditadura Militar e em outros períodos da história do país, é e sempre foi alinhado aos pensamentos e às entidades de esquerda.


Partidos de esquerda, em especial o PCdoB e sua UJS (União da Juventude Socialista), via de regra estiveram à frente da UNE (União Nacional dos Estudantes) – via mecanismos legítimos de votação e representatividade – se não sempre, quase sempre. Não apenas da UNE, mas também dos centros e diretórios acadêmicos das maiores universidades públicas e privadas do país. Contudo, algo vem mudando.

A direita entrou no jogo. Se a esquerda ainda mantém a hegemonia dentro da política que se faz nos meios universitários, não está mais sozinha. Movimentos de espectros ideológicos diferentes se posicionam em relação às polêmicas políticas do momento e articulam ações para promoverem seus pensamentos entre os estudantes.

Tomemos como exemplo a chapa “Aliança Pela Liberdade”, que venceu as eleições do DCE da Universidade de Brasília (Unb) em 2018 e entrou no poder trazendo seu viés direitista aos embates universitários. Classificando assembleias estudantis como “inadequadas e ultrapassadas”, criticando protestos “barulhentos” e regularizando endowments para conseguir parcerias com a inciativa privada, o grupo se classifica como uma entidade de direita com “princípios clássicos do liberalismo, como autonomia e responsabilidade individual”.

Criada em 2009, a Aliança Pela Liberdade ganhou cinco das seis eleições que disputou. “A República Velha terminou com a chamada Revolução de 30. Gostaríamos de ver a oligarquia da UNE terminar com um movimento ‘Diretas Já!’. Infelizmente, o resultado do modelo ultrapassado está aí. Hoje a UNE é absolutamente irrelevante no debate público”, desabafa Jamile Sarchis, 22 anos, que preside a gestão ao lado de Júlia Markiewicz. Uma das chapas derrotadas pela Aliança é o “Movimento Reação Universitária”, que continha apoiadores de João Amoêdo (NOVO), Jair Bolsonaro (PSL) e até mesmo Álvaro Dias (PODEMOS).


Infelizmente, o resultado do modelo ultrapassado está aí. Hoje a UNE é absolutamente irrelevante no debate público

As presidentas acreditam que Bolsonaro poderá ajudar imensamente a educação brasileira, pois, segundo elas, aproxima o mercado de trabalho, a ciência e tecnologia da academia, com investimentos pautados em resultados.
Ninhos de rato

Em novembro do ano passado, o presidente gravou uma live no Facebook dizendo que, quando empossado, “apararia” as universidades porque os centros acadêmicos parecem ninhos de rato e são locais onde têm maconha, preservativo no chão, cachaça na geladeira e paredes pichadas. “Vão me chamar de homofóbico, fascista, ditador… A gente vai tentar mudar isso aí, porque o brasileiro, a maioria dos brasileiros que votaram em mim, não querem mais isso, e ponto final. Eu também não quero”, disse.

Mas nem só de alinhamento com Bolsonaro vive o movimento estudantil do centro para a direita. A Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), presidida por Marcos Saraiva, de 24 anos, não enxerga com bons olhos o governo de turno. “A referência democrática de Bolsonaro é o PT. Se Lula ou Dilma fizeram, ele se sente politicamente autorizado a fazer igual ou pior. Todo nosso apoio às entidades estudantis sempre foi dado. Somos o partido de José Serra, ex-presidente da UNE “, discursa Marcos, que não quis comentar a decisão de João Dória (PSDB) em apoiar o candidato do PSL à presidência.

A quantidade de grupos estudantis ligados a direita só cresce. “USP Livre”, “Unicamp Livre”, “Unesp Livre”, “UFMG Livre”, “UEL Livre”, “UFRJ Livre”, “UFPR Livre” e tantas outros “livres” compõem essa massa juvenil que não se vê representada pela esquerda universitária. O coletivo UniLivres, por exemplo, quer se tornar uma entidade nacional formalizada para representar todos os alunos direitistas brasileiros e têm organizado eventos para conquistar público, o próximo será “A UNE Não me Representa”, em repúdio ao apoio da União à Nicolas Maduro.

Matheus Lopes, 23 anos, estudante de Ciências Econômicas na Universidade Estadual de Campinas, é estrategista de planejamento político do “Unicamp Livre”, grupo que se define como liberal na economia e, parcialmente, nos costumes. Entre os integrantes, há quem se defina como social-liberal, libertário, ordoliberal (espécie de terceira via política nascida na Alemanha do pós-guerra), anarco-capitalista e até conservador.


Embora não tenha interesse em disputar uma eleição no Diretório Central dos Estudantes (DCE), o Unicamp Livre atuará neste ano nas instâncias deliberativas da instituição, estando presente no Conselho Universitário e na Comissão Central de Graduação e pretende criar endowments.

“O movimento estudantil só voltará a resolver os problemas dos estudantes a partir do momento em que diminuir o aparelhamento político que ocorre nas entidades e acabar com o radicalismo e sua desconfiança em relação aos estudos em meios digitais”, esboça Matheus. Ele acredita existir uma doutrinação esquerdista nas escolas e universidades do país, tese que ganhou força com o projeto Escola Sem Partido e tudo mais que se vê no Brasil hoje em dia.

Já se analisarmos o Nossa Voz, DCE da USP, que tem ligação partidária com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), vemos intensas críticas ao novo governo, sob a justificativa de que o país está diante da implementação de um projeto neoliberal que visa sucatear o sistema público educacional e retirar do Estado a responsabilidade de garantir a qualidade de ensino. Carina Mendes, de 22 anos, coordenadora geral da entidade ao lado de Pedro Pereira e David Molinari, diz que as falas do presidente sobre vouchers e as agendas de privatizações colocam a Educação brasileira como um negócio, e não um direito. Assim como foram defendidos pelo candidato à presidência derrotado João Amoêdo, os vouchers de educação também foram citados pela equipe do novo presidente e consistem em um modelo no qual “vales” são distribuídos às famílias dos alunos a fim de pagar escolas privadas.

O fato é que para o gosto de alguns e desgosto de outros, Bolsonaro não prevê revogar a emenda 95, congeladora por 20 anos dos gastos de investimento em saúde e educação, é contrário às cotas raciais e coloca em risco a liberdade de expressão dos professores e discentes. “Colocar uma pessoa desqualificada para dirigir o Inep e retirar alguém com experiência é uma prova da contradição de Bolsonaro, que prometeu uma equipe técnica. Não há nada de técnico nisso”, comentou o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, que assim como Mendes também é alinhado às pautas progressistas.

Uma medida recente assinada por Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, exonera Maria Inês Fini da presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e coloca Marcos Rodrigues no lugar. O responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será Murilo Resende, ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). Seria essa mudança um passo de vitória para esses crescentes movimentos estudantis liberais?



A nova onda estudantil direitista está contemplando a redução e até mesmo o fim de greves, assembleias, protestos e campanhas políticas nas universidades do país. Novos players estão em campo. Se vieram para ficar ou se vão tomar dimensão suficiente para alterar um quadro que dura décadas, é o tempo quem vai dizer.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Luta por Lula livre integra as batalhas do povo pela democracia e contra o retrocesso

Um dia após nova condenação sem provas, povo sai às ruas de São Paulo em solidariedade ao ex-presidente e pela manutenção dos direitos dos trabalhadores.
A nova condenação sem provas de Lula, cuja sentença repete os erros jurídicos que o levou à prisão política, teve como reação imediata mais um ato em defesa da liberdade do ex-presidente com centenas de pessoas nas ruas de São Paulo na tarde de quinta-feira (7). Com a presença de lideranças de partidos progressistas e de movimentos sociais, a iniciativa reiterou também a importância de manter a luta contra a perseguição política ao maior líder popular da história do Brasil aliada ao enfrentamento e à resistência contra a agenda de retrocessos do novo governo.
O ato também serviu como espécie de prévia para a jornada de lutas que acontece entre os dias 7 e de 10 abril, data que marca um ano do cárcere político imposto a Lula com o propósito de o tirar da disputa das últimas eleições presidenciais (da qual venceria) e enfraquecer a agenda da esquerda – que atende aos anseios do povo em detrimento aos interesses do mercado. Até abril muita ação e mobilização deve acontecer, inclusive no campo jurídico.
Candidatura ao Nobel fortalece resistência
A candidatura de Lula ao próximo Prêmio Nobel da Paz, proposto pelo argentino Adolfo Perez Esquivel, que já ganhou o Nobel da Paz, contribui para o fortalecimento da resistência, pois no curto prazo de um mês o abaixo-assinado respaldando a indicação conseguiu 500 mil assinaturas.
A campanha Lula Livre ganhou o mundo, pois os setores democráticos e progressistas da sociedade em todos os continentes reconhecem no presidente Lula uma liderança que colocou o Brasil e a América Latina no caminho da justiça social e do reconhecimento internacional.
As razões para a candidatura de Lula ao posto de Nobel da Paz são muitas: além de promover a paz e fazer um governo pautado pelo diálogo e por agenda voltada ao respeito e ampliação dos direitos do povo brasileiro, Lula deixou legado altamente positivo na história do Brasil ao combater a fome, a pobreza e a precariedade das relações entre capital e trabalho.
Com informações da Agência PT de Notícias

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

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Para celebrar o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado no dia 11 de fevereiro, a Fiocruz convida a todos para uma Roda de Conversas sobre o tema.

Será um espaço de diálogo e a reflexão, por meio da troca de experiências e ideias sobre o tema mulheres e Meninas na Ciência, a partir das falas de mulheres cientistas sobre suas trajetórias e visões.

A celebração dessa data na Fiocruz marca o compromisso da Presidência e da comunidade interna com a promoção da equidade de gênero na Ciência no âmbito institucional e no país, em consonância com as diretrizes institucionais e com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos na Agenda 2030.

A data foi instituída em 2015 pela Assembleia das Nações Unidas. Em 2019, sob a liderança da Unesco e da Onu Mulheres, serão realizadas atividades em diversos países que visam dar visibilidade ao papel e as contribuições fundamentais das mulheres nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.