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domingo, 30 de junho de 2019

Contra o fim da aposentadoria, pela valorização da educação e por emprego

Dirigentes das centrais sindicais estiveram reunidos nesta sexta-feira (28) em São Paulo para debater e avaliar o encaminhamento da luta contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Na ocasião, os sindicalistas confirmaram apoio aos atos convocados pela UNE (12/7) e pela CNTE (13/8) em defesa da educação e contra a reforma da Previdência, bem como a Marcha das Margaridas, que as trabalhadoras rurais realizarão também no dia 13 de agosto.
Também comemoram o arquivamento da nefasta Medida Provisória 873, que estabelece novos obstáculos à arrecadação de recursos pelos sindicatos e tem como principal objetivo enfraquecer e destruir o movimento sindical.
A MP 873 quer asfixiar os sindicatos economicamente, violando acordos internacionais assinados pelo Brasil que garantem o respeito à autonomia e a liberdade sindical colocando em risco a existência das entidades de classe e enfraquecendo a luta dos trabalhadores por melhores salários e condições dignas de trabalho.
A articulação e a luta das entidades sindicais, juntamente com os parlamentares, comprometidos com os interesses da classe trabalhadora, foram fundamentais e determinantes para que a MP 873 não conseguisse o apoio necessário no Parlamento e perdesse a validade nesta sexta-feira (28 de junho).
Pela CTB participam Wagner Gomes, secretário geral, Sérgio de Miranda, secretário de Finanças, Nivaldo Santana, secretário de política internacional, Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de comunicação e Carlos Rogério.
A nota das centrais
Leia abaixo a nota das centrais sindicais:
As Centrais Sindicais, reunidas em São Paulo no dia 28 de junho em São Paulo, avaliaram os resultados do importante trabalho feito pelos sindicalistas com os parlamentares dos Partidos da Minoria e Partidos do Centro na Câmara dos Deputados, debatendo o conteúdo da Reforma da Previdência e o processo legislativo de votação. Neste processo, as entidades reafirmaram o posicionamento contrário e crítico ao relatório substitutivo do Deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).
As centrais alertam que os trabalhadores e as trabalhadoras devem se manter permanentemente vigilantes e as entidades destacam a importância de reforçar a atuação junto ao Congresso Nacional, visando tratar das questões e do conteúdo dessa nefasta reforma.
Neste sentido, as Centrais Sindicais conclamam os trabalhadores e as trabalhadoras para o máximo esforço na atuação junto às bases dos deputados e senadores.
Nesta reunião, o Fórum dos Trabalhadores do Setor Público de São Paulo entregou às centrais os abaixo-assinados com milhares de assinaturas.
No encontro se registrou o ataque que o Sindicato dos Metroviários de São Paulo vem recebendo da empresa e as demissões de trabalhadores metroviários, que receberam a solidariedade das Centrais Sindicais.
Os sindicalistas também manifestaram repúdio pelas práticas antissindicais observadas em outras unidades do país e em outros locais do Estado e por isso as centrais vão solicitar uma audiência com o governador de São Paulo para um diálogo, no sentido de garantir o direito de organização e manifestação.
Os próximos passos unitários das centrais serão os seguintes:
* Julho será o mês para intensificar, todos os dias, nos locais de trabalho, nas praças e locais públicos, a coleta de assinaturas no abaixo-assinado contra o fim da aposentadoria – prazo para conclusão da coleta de assinaturas - 04 de agosto. (Solicitamos que todos organizem atividades conjuntas de coleta das assinaturas).
* Prazo para a entrega dos abaixo-assinados na sede nacional da sua Central Sindical – 08 de agosto.
* Entrega do abaixo-assinado das centrais no Congresso Nacional – 13 de agosto, em Brasília.
* Apoiar, valorizar e participar do Ato Nacional dos estudantes durante o Congresso da UNE, em Brasília, no dia 12 de julho, pela valorização da educação, incluindo a defesa da aposentadoria. No mesmo dia, a orientação é de que a classe trabalhadora se mobilize nos estados e nas cidades na coleta de assinaturas dos abaixo-assinados.
* Apoiar e participar da Marcha das Margaridas no dia 14 de agosto, também em Brasília.
* Apoiar e participar da luta dos professores, coordenada pela CNTE, no dia 13 de agosto.
Por fim:
* Devemos continuar em estado de mobilização permanente com assembleias nos locais de trabalho para influenciar nas mudanças deste projeto e evitar que pontos críticos sejam reintroduzidos no texto com objetivo de garantir uma aposentadoria digna para os trabalhadores e para as trabalhadoras.
*Próxima reunião das Centrais Sindicais: 16 de julho.
A nossa unidade cresce na luta e com a mobilização. Sigamos em frente!
fonte: portalctb.org

Lei que prevê 'botão de pânico' em escolas estaduais do RJ é publicada

Secretaria tem planos de implantar sistema em 200 escolas. Aplicativo em celulares de agentes transmitiria imagem e som de violência nas escolas para central.


Foi publicado no Diário Oficial do estado do Rio nesta segunda-feira (24) a lei que prevê um "botão de pânico" nas escolas estaduais. O sistema será implantado em cerca de 200 escolas do estado no segundo semestre de 2019, segundo o governo.

De acordo com o secretário de Educação, Pedro Fernandes, o botão, na verdade, é um aplicativo que está sendo adquirido pela secretaria. Ele será instalado em um celular fixado no colete de agentes que serão contratados, egressos das forças armadas.

A medido que o "botão de pânico" é acionado, o celular começa a transmitir imagem e som para uma central da secretaria. O botão seria acionado em situações de violência dentro ou no entorno das escolas, seja contra alunos ou professores, por parte de pessoas dos colégios ou de fora.

A deputada Rosane Félix, autora do projeto que passou a ser lei, afirmou que a sanção da proposta mostra que o governo está "sensível à necessidade se reforçar a política de segurança nas escolas".
"Tivemos momentos difíceis de violência em unidades de ensino. Meu objetivo, com o projeto, é proporcionar um ambiente mais tranquilo aos alunos, professores e funcionários", declarou Félix.

fonte: g1.globo.com

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Moro continua mentindo em seu depoimento ao Senado

Um dos fundadores do site Intercep Brasil, o jornalista Glenn Greenwald sinalizou que o minsitro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, mentiu em depoimento no Senado, onde o titular da pasta afirmou que as mensagens trocadas com procuradores da Operação Lava Jato podem ser alteradas.
"Moro continua tentando insinuar que as conversas que estamos publicando podem ser alteradas, mas ele não sabe, porque afirma que não as tem mais. Mas Deltan os tem. LJ tem. Se eles foram alterados, eles poderiam facilmente provar isso. Mas eles não fizeram e nunca vão", disse Glenn no Twitter.
"Além disso, já começamos a trabalhar com outros jornais, revistas e jornalistas com esses materiais. Ninguém jamais alegou, e muito menos provou, que qualquer coisa que publicamos foi alterada. Isso porque todos - especialmente Moro e LJ - sabem que são autênticos", continuou.
"Mais uma vez, senadores: não precisam pegar as mensagens de Moro do Telegram (embora Moro tenha se recusado se autorizaria sua divulgação). Deltan os tem. LJ tem. Se alguma coisa fosse 'alterada', eles poderiam facilmente provar", escreveu.
Moro afirmou que um "grupo criminoso" acessou a troca de mensagens dele com procuradores e cometeu uma "baixeza" para "minar os esforços anticorrupção". "Fiquei surpreendido pelo nível de vilania", complementou.
fonte: portalctb.org

Bolsonaro autoriza trabalho aos domingos e feriados

Através da Portaria 604, baixada terça-feira (18), o governo Bolsonaro promoveu uma nova pervesidade contra a classe trabalhadora. Atropelando conquistas e direitos de muitas categorias, a medida autoriza o trabalho aos domingos e feriados para vários setores e ramos da economia em que existiam restrições a este respeito obtidas por meio da luta e negociações lideradas pelos sindicatos.
A medida contempla os interesses do empresariado, em mais uma prova de que o atual governo é um capataz do capital que age como feroz inimigo do trabalhador.  
Serão prejudicados 78 segmentos de todos os setores e diferentes ramos da economia (29 da indústria, 25 do comércio, 8 de transportes, 4 de comunicações e publicidade, 8 de educação e cultura, 3 na agropecuária, além de serviços funerários).
Bolsonaro autoriza trabalho aos domingos e feriados, em caráter permanente, ou regular. O pretexto usado pelo governo é melhorar a oferta de emprego, mas tende a ocorrer apenas o aumento da jornada de trabalho, que pode reduzir os postos de trabalho, além de constranger trabalhadores e trabalhadoras a abrir mão do tradicional dia de folga, que geralmente é dedicado ao convívio familiar e ao lazer.
Os empresários que fazem um forte lobby para impor o trabalho aos domingos e feriados serão os únicos beneficiários desta nova maldade contra a classe trabalhadora. 
fonte: portalctb.org

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Em 20 anos, Bolsonaros empregaram 17 parentes da ex-mulher do presidente

Reportagem da revista Época mostra indícios de nepotismo e cabide de emprego praticados nos gabinetes de Jair bolsonaro, Flávio e Carlos



O site da revista Época divulgou nesta quinta-feira (20) uma longa reportagem apontando que Jair Bolsonaro e os filhos Flávio e Carlos empregaram 17 parentes da ex-mulher do presidente. Algumas dessas pessoas jamais frequentaram os prédios onde deveriam atuar nas vagas para as quais foram nomeadas, como uma cunhada e um ex-cunhado de Ana Cristina Valle que sempre moraram em Minas Gerais

O indício da prática de nepotismo e cabide de empregos partiu da investigação iniciada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com a quebra dos sigilos fiscal e bancário de 86 pessoas, entre elas ex-assessores de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) quando deputado estadual no Rio.

A quebra foi solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar se ex-funcionários do atual senador devolviam parte de seus salários para o parlamentar, a chamada “rachadinha”. A suspeita surgiu quando o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) registrou uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-chefe de segurança de Flávio.

Dos 17 parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente, nove são alvos da investigação do MP do Rio. Ana Cristina conheceu Bolsonaro quando ainda era deputado federal em Brasília, no início dos anos 90, durante uma manifestação de mulheres de militares que pediam aumento nos salários dos maridos. Em 1998 passaram a viver juntos. Uma década depois terminaram o relacionamento e iniciaram um processo de separação litigiosa. Nesse período Ana Cristina chegou a morar na Noruega. Há alguns anos ela retornou ao Brasil para viver em Resende, onde tornou-se chefe de gabinete do vereador Renan Marassi (PPS-RJ) na Câmara de Vereadores da cidade.

“Desde o ano em que Ana Cristina Valle e Bolsonaro se tornaram marido e mulher, os parentes dela começaram a aparecer nas listas de funcionários do gabinete do deputado federal — então o único da família com mandato. Ao todo, seis familiares de Ana Cristina Valle foram nomeados por Bolsonaro para seu gabinete até 2008”, diz a reportagem da Época.

Na lista de parentes de Ana Cristina que trabalharam no gabinete de Jair Bolsonaro estão seus ex-sogros José Procópio Valle e Henriqueta Siqueira Valle, dois irmãos, Andrea Siqueira Valle e André Siqueira Valle, e dois primos, André Siqueira Hudson e Juliana Siqueira Vargas.

Em 2003, quando Flávio Bolsonaro, o filho mais velho, assumiu mandato na Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foram contratados para trabalhar para ele nove familiares da madrasta, entre eles José Procópio Valle, Juliana Siqueira Vargas e Andrea Siqueira Valle, que deixaram formalmente seus cargos na Câmara dos Deputados e passaram a surgir nas listas de funcionários da Alerj.

Flávio também empregou os primos Francisco Diniz e Daniela Gomes e os tios Guilherme dos Santos Hudson, Ana Maria Siqueira Hudson, Maria José de Siqueira e Silva e Marina Siqueira Diniz.

Já Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o vereador mais jovem a ser eleito na história do Rio, em 2000, além de transformar Ana Cristina Valle em assessora-chefe de seu gabinete, levou para seu gabinete sete familiares para as listas de assessores no Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo carioca, entre eles pessoas que moravam em Minas Gerais e jamais frequentaram os corredores do Palácio Pedro Ernesto, como eles mesmos confirmaram à reportagem da Época.

Procurados por jornalistas, ninguém das assessorias dos Bolsonaro respondeu. As autoras da matéria da Época conseguiram falar com Ana Cristina Valle, na Câmara de Vereadores de Resende. Suas respostas foram evasivas. Além de negar qualquer responsabilidade sobre o envolvimento de familiares no caso Flávio Bolsonaro, ao ser questionada sobre a lista de familiares que trabalham nos gabinetes dos Bolsonaro, Ana Cristina disse que “não tinha nepotismo”.


“Ainda andando, Ana Cristina Valle afirmou que não se sente culpada em ver o pai, José Procópio Valle, e a irmã Andrea Valle, além dos outros parentes, alvos de um inquérito que apura peculato e lavagem de dinheiro no gabinete do ex-enteado Flávio. E se os parentes forem acusados desses crimes? “Eles vão responder”, disse. Quando ÉPOCA lhe perguntou se os funcionários eram obrigados a devolver os salários, ela abriu um sorriso e finalizou: “Não tenho nada a declarar”, disse, dando as costas, ao se despedir”, escrevem Juliana Dal Piva e Juliana Castro, que assinam a reportagem.

fonte: jornalggn.com

Em sabatina no Senado, Moro é confrontado até por apoiadores da Lava Jato

Ministro depôs durante mais de oito horas na CCJ e, durante todo o período, repetiu não ver problemas no conteúdo das mensagens



Foi entre faíscas e afagos que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi sabatinado, nesta quarta-feira (19), no Senado Federal, em Brasília (DF). Ao longo de mais de oito horas, ele prestou esclarecimentos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a respeito das denúncias que vêm sendo feitas pelo site The Intercept Brasil.

O veículo publica, desde o último dia 9, uma série de reportagens que trazem conversas virtuais atribuídas a Moro em conjunto com procuradores da República a respeito da Lava Jato. Segundo os conteúdos, que o site afirma ter obtido por meio de fonte anônima, a equipe teria combinado entre si estratégias para a acusação de réus no âmbito dos processos da operação, incluindo o que levou à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há mais de um ano.

Na sabatina, citando a Constituição Federal e as normas que regem o exercício da magistratura, diferentes senadores confrontaram Moro ao abordar a troca de mensagens consideradas comprometedoras entre juiz e acusadores. “Aqui não se trata de ser contra ou a favor da Lava Jato. É elementar, no processo penal, o princípio da isonomia ou da paridade entre as partes”, sublinhou Fábio Contarato (Rede-ES), tradicional defensor da operação.

“Fico imaginando se fosse eu, delegado, que mantivesse contato pelo WhatsApp com o advogado do indiciado contra quem instaurei um inquérito e isso chegasse ao conhecimento do titular da ação penal, o Ministério Público (MP), e do Judiciário. Acho que eu sairia preso da delegacia”, provocou o parlamentar, que é delegado de polícia há 27 anos.

Ao longo do roteiro da sessão, o ministro repetiu que não vê problemas no conteúdo das mensagens. Ele dirigiu críticas ao Intercept, afirmando que o site estaria fazendo “sensacionalismo” e promovendo “falsos escândalos”. Também reforçou que celulares da equipe da Lava Jato teriam sido invadidos por hackers. Emparedado diante da impopularidade e da amplitude que o caso tomou, Moro optou por concentrar a maior parte das respostas no vazamento dos diálogos, acrescentando que a equipe da operação estaria sendo alvo de “um grande grupo criminoso”.

“Ainda que tenha alguma coisa ali verdadeira, essas mensagens podem ter sido total ou parcialmente adulteradas”, afirmou, dizendo ainda “que a Polícia Federal irá fazer uma investigação dos vazamentos ‘com isenção’”, no que foi criticado por opositores, pelo fato de o órgão ser subordinado ao Ministério da Justiça. Ele também negou a existência de um conluio seu com membros do MP para prejudicar réus.

Teve centralidade ainda maior, no discurso do ministro, a defesa da Lava Jato. Ao citar números da operação, Moro disse que a força-tarefa “obteve uma quebra no padrão de impunidade que há no Brasil” e que “tudo foi sempre avaliado com base nas provas, nos requerimentos”.

“O discurso é o de se escudar por trás da Lava Jato e não falar sobre o que veio falar aqui. Não está em jogo a Lava Jato, mas a sua conduta diante dela”, reagiu o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), em um dos momentos de maior alvoroço da audiência.

As críticas da oposição e de outros senadores se revezaram com acenos positivos de aliados de Moro, que foi defendido por parlamentares como Marcos do Val (Cidadania-ES), Soraya Thronicke (PSL-MS), Juíza Selma (PSL-MT) e Marcos Rogério (DEM-RO). Vice-líder da bancada do DEM, este último chamou de “retórica política” o discurso dos que alvejaram a conduta do ministro. “Não são seres anormais. São seres humanos e podem cometer erros”, amenizou, ao fazer referência à equipe da Lava Jato.

Ao citar mensagens segundo as quais o juiz teria ajudado a orientar a defesa, o líder do PDT na Casa, senador Weverton (PDT-MA), levantou, logo no início da sessão, um dos principais pontos de tensão da audiência. Lembrando o caso de Lula, ele destacou o “protagonismo do então juiz” e o questionou sobre as normas do ordenamento jurídico, que impedem esse tipo de conduta.

“O senhor, recentemente, foi ver um jogo do Flamengo aqui em Brasília. O que diria se o juiz desse jogo combinasse com um jogador pra ele cair na área e dar um pênalti e, logo em seguida, o senhor olhasse esse juiz vestindo a camisa do outro time? O senhor julgou e condenou o ex-presidente Lula, líder da esquerda no Brasil. Com ele condenado e preso, surgiu um antiLula, o líder da direita Bolsonaro. Depois disso, o senhor aceitou ser ministro dele. Não acha que sua postura maculou suas decisões como juiz?”, completou o senador.

Moro disse ter sido “sondado” por Paulo Guedes antes do segundo turno sobre a possibilidade de aceitar um convite para comandar o Ministério da Justiça. Ele sustentou que, na época, ainda não conhecia Bolsonaro e que viu no convite uma oportunidade de consolidar o que chamou de “avanços anticorrupção”.

O ministro também foi confrontado em outros aspectos que envolvem o ex-presidente, como é o caso de uma suposta relação com os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que julgaram o caso do triplex. Ele foi questionado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) se teria se relacionado “de alguma forma” com os magistrados.


Cenário

Como a ida de Moro ao Senado ocorreu após o ministro se colocar à disposição para a sabatina, ele não foi ouvido na condição de testemunha ou de investigado. A presença do mandatário na Casa, no entanto, é considerada um desafio político para ele e a gestão Bolsonaro.

A permanência de Moro no cargo tem sido questionada por diferentes segmentos sociais e entidades, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pediu o afastamento do ministro. Esse fator, somado às fragilidades do atual governo, que ainda não consolidou uma base de apoio no Poder Legislativo, engrossou o caldo da denúncia trazida pelo Intercept.

Diante disso, o entendimento, nos bastidores do Congresso, é de que, ao se oferecer para uma audiência no Senado, Moro tentou evitar um desgaste político maior em caso de uma eventual convocação – situação em que o depoente é obrigado a comparecer à Casa.


Já na Câmara dos Deputados, onde a oposição costuma atuar de forma mais incendiária e incisiva, a ordem entre os parlamentares é esperar um maior enfraquecimento da figura do ministro para, depois, articular uma convocação. A estratégia está intimamente ligada ao ritmo da série de reportagens do Intercept, que ainda deverá publicar novos materiais.

fonte: jornalggn.com

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Em nota, Glenn diz que Globo prefere “abafar, aos invés de revelar, os desvios da Lava Jato e Moro

Jornalista diz que uma nota divulgada nesta quarta-feira (12) pela Globo - "com acusações e falsidades sobre mim" - tinha um objetivo claro: "distrair a atenção da substância das reportagens"
O jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, divulgou nota nesta quinta-feira (13) em seu Twitter em que diz que a Globo prefere abafar, ao invés de revelar, os desvios da Lava Jato e do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.
“Até hoje, a Globo – em contraste com muitos outros grandes jornais e revistas no Brasil e internacionalmente – continua desinteressada em obter acesso ao arquivo, e as razões me parecem claras: eles preferem abafar, ao invés de revelar, os desvios da Lava-Jato e Moro”, relatou, em uma extensa declaração publicada em seu Twitter.
Glenn diz que uma nota divulgada nesta quarta-feira (12) pela Globo – “com acusações e falsidades sobre mim” – tinha um objetivo claro e é o mesmo que aparece em toda a cobertura da rede de comunicação sobre o assunto: “distrair a atenção da substância das reportagens que expõe sérias desvios na conduta de Moro, Deltan e a Força-Tarefa da Lava Jato (SIC)”, relata.

Leia nota na íntegra:
Toda a mídia brasileira e internacional (exceto uma): revelações chocantes sobre o comportamento impróprio do ministro da Justiça Moro e da força-tarefa Lava Jato: explicamos o que os documentos mostram.

Globo: HACKERS !!!!


 Com informações de revistaforum.com.br

Greve envolveu 45 milhões de trabalhadores e trabalhadoras

O presidente da CTB, Adilson Araújo, avaliou como extremamente positiva e exitosa a greve geral realizada nesta sexta-feira, 14 de junho, contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsomoro.
Ouça o áudio:

fonte: portalctb.org

domingo, 9 de junho de 2019

Documentos inéditos revelam o papel político da Lava Jato contra Lula e o PT

 Moro colaborou de forma secreta e antiética com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula

Os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT . - Créditos: Reprodução

O portal de notícias Intercept Brasil publicou no final da tarde deste domingo (9) três reportagens explosivas sobre a operação Lava Jato e o papel político que o atual ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol exerceram por meio das investigações da força tarefa. As reportagens, produzidas a partir de arquivos inéditos obtidos por uma fonte anônima, mostram discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da Lava Jato.
Um dos elementos mostra que os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT e tomaram atitudes para atingir esse objetivo; e que o juiz Sergio Moro colaborou de forma secreta e antiética com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula.
Vale lembrar que as investigações da operação levaram à prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último ano, e o impediu de ser candidato à presidência da República no momento em que todas as pesquisas mostravam que Lula liderava a corrida eleitoral de 2018, com chances, inclusive, de ganhar no primeiro turno. Sua exclusão da eleição, baseada na decisão de Moro, foi uma peça-chave para abrir uma caminho para a vitória de Bolsonaro.
Uma parte dos arquivos secretos revela que os procuradores da Lava Jato tramaram para impedir que o PT ganhasse a eleição presidencial de 2018, bloqueando ou enfraquecendo uma entrevista pré-eleitoral com Lula com o objetivo explícito de afetar o resultado da eleição.
Liderado por Deltan Dallagnol, os procuradores da força-tarefa em Curitiba discutiram formas de inviabilizar uma entrevista do ex-presidente Lula à colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski porque, em suas palavras, ela “pode eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT” ao poder.
Outro ponto levantado pelas reportagens revela a insegurança do próprio Dallagnol em relação a acusação que levou Lula à prisão em abril do ano passado. “Ele [Dallagnol] estava inseguro justamente sobre o ponto central da acusação que seria assinada por ele e seus colegas: que Lula havia recebido de presente um apartamento triplex na praia do Guarujá após favorecer a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras”, mostra a reportagem.
Em outro momento, a matéria aponta que Moro e Dallagnol foram muito além do papel que lhes cabiam enquanto juiz e procurador. Em diversas conversas privadas, Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou ao menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal.
As reportagens vêm à tona em meio a uma profunda crise política, econômica e social pelo qual passa o Brasil. Há anos, diversos setores da sociedade denunciam os desvios, abusos e ações inconstitucionais cometidos pela operação Lava Jato. Em seu twitter, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) comentou que as reportagens do Intercept Brasil provam “de uma vez por todas, que a Lava Jato foi uma grande armação contra Lula e o PT. Tudo aquilo que denunciamos está cabalmente comprovado por 2 anos de conversas entre principais protagonistas do esquema: Moro e Dallagnol".