Páginas

sábado, 27 de outubro de 2018

A virada avança e mais artistas declaram voto em Haddad; confira

A cantora Maria Bethânia postou em seu Instagram foto segurando uma camiseta com inscrição "Haddad e Manu 13" juntamente com a cantora e compositora Mart’nália. Este sábado (27), véspera da eleição mais importante dos últimos, anos traz surpesas boas.
A jornalista Monalisa Perrone, apresentadora do Hora um, da Rede Globo também declarou seu voto. "Tenho visto muita coisa e ficado calada, sem me posicionar politicamente, mas, não há outra saída. Não vou apoiar a volta do militarismo. Pela democracia, irei em Fernando Haddad e Manuela D'Ávila", disse.
Alceu Valença também declarou voto em Fernando Haddad. "Em nome da democracia, da ecologia, da diversidade, da solidareidade, do humanismo, voito em Haddad", disse.
Inclusive, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo pediu voto em Haddad. Ela afirmou que "na véspera do segundo turno da eleição presidencial no Brasil, todo o meu apoio ao meu amigo Fernando Haddad. Conheci Fernando quando era prefeito de São Paulo. Ele é um homem de valor, um defensor da democracia, competente e corajoso".
Veja o voto de Alceu Valença 
Já Luciana Barcellos, chefe de redação do Jornal da Record, pediu demissão na semana passada e afirmou que "o Haddad não foi o meu candidato no primeiro turno. Mas agora o que está em jogo aqui é maior do que nossas primeiras escolhas. É a democracia, é o que queremos para nossos filhos, sobrinhos, netos, amigos, para todos os nossos afetos. É o que queremos de bom também para quem a gente nem conhece pessoalmente” e declarou seu voto em Haddad.
Quem diria, mas até o anti-petista radical Marcelo Tas via votar em Haddad. A virada de votos avança. “O meu voto vai contra a posição de um candidato em relação à Amazônia, às minorias”, disse Tas. “Não me identifico com armas para resolver os problemas”, por isso, Tas diz votar contra o “candidato que tem péssimas idéias para o Brasil” e declara voto em Fernando Haddad, mesmo com críticas ao PT.
Assista Marcelo Tas 
Posição parecida tem o vocalista do grupo Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, também anti-petista conhecido, declarou voto em Haddad. “Voto a favor da tolerância, do diálogo e principalmente da democracia”, afirmou.
Acompanhe Dinho Ouro Preto 
O cartunista e escritor Ziraldo, de 86 anos, que há pouco deixou o hospital, fez questão de gravar vídeo pedindo para salvar o Brasil e votar em Haddad, pela democracia. Mônica Iozzi, que não queria se posicionar, fez um vídeo muito emocionada por causa do espancamento de um amigo por seguidor de Bolsonaro, motivado por LGBTfobia.
Emocionada Mônica Iozzi denuncia espancamento de amigo e pede consciência no voto deste domingo 
As pessoas que têm real preocupação com o Brasil e com os direitos humanos e com a liberdade estão se posicionando claramente. Caso de Paulinho da Viola. “Há tempos resolvi não mais declarar meu voto, por motivos que não caberiam neste espaço. Porém, o momento que vivemos é diferente. Sinto a necessidade de juntar a minha voz a de inúmeros colegas, artistas, intelectuais e demais cidadãos brasileiros que acreditam na importância de valores fundamentais para a nossa sociedade e para a nossa democracia. Não podemos pensar um futuro sem valores básicos” e declara voto em Haddad.
paulinho da viola
Chico Buarque fez um pronunciamento emocionado no Ato da Virada, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, na terça-feira (23). Ele pergunta onde essa violência vai parar e afirma que nós “não queremos mais mentiras, queremos paz, queremos alegria, queremos Fernando e Manuela”.
Chico Buarque acredita que as pessoas das periferias neste segundo turno e votarão a favor de si mesmas, contra o retrocesso e a violência
fonte: Portal CTB

Nota pública sobre decisões de juízes eleitorais que têm apreendido material da CNTE sobre as propostas de educação dos candidatos nas eleições presidenciais de 2018

banners nota publica 2
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa de mais de 4 milhões de trabalhadores/as das escolas públicas brasileiras, vem a público manifestar extrema preocupação com os ataques à liberdade e à autonomia sindicais, assim como à liberdade de expressão, ambas garantidas no texto da Constituição Federal, por parte de juízes eleitorais que têm classificado o periódico da CNTE distribuído nas escolas como sendo propaganda eleitoral irregular.
O material em questão se refere ao Jornal Mural da CNTE, que nesta edição n. 62 tratou única e exclusivamente as propostas dos dois candidatos à eleição presidencial no que concerne à educação pública. Portanto, é um material com assunto pertinente à atribuição de informação da direção sindical à sua base de representação.
Em mandado de busca e apreensão expedido no dia de hoje (25/10), o juiz eleitoral Ralph Machado Manhães Júnior, do município de Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro, ordenou a apreensão de material de divulgação da CNTE que se encontrava na sede do Sindicato Estadual dos Profissionais do Rio de Janeiro (SEPE/RJ). O mesmo ocorreu ontem na cidade de Paranavaí – PR, por ordem da juíza eleitoral Camila de Britto Formolo.
Ao contrário do que sugere preliminarmente as decisões dos juízes eleitorais que ordenaram a apreensão dos jornais da CNTE, todas as informações contidas no periódico são verídicas e terão suas fontes devidamente juntadas aos processos. E a tentativa de desmoralizar a CNTE, entidade criada em 1945, então denominada Confederação dos Professores Primários do Brasil – CPPB, posteriormente registrada como Confederação dos Professores do Brasil - CPB (reunindo professores do ensino fundamental e ensino), até chegar à CNTE, em 1990, representando professores, especialistas e funcionários da educação, será devidamente apurada.
Neste momento, a CNTE autorizou sua assessoria jurídica a contestar os mandados de busca e apreensão expedidos por esses juízes e por quaisquer outros que porventura pratiquem esse tipo de ação autoritária, e nossa Entidade irá até as últimas consequências para apurar de fato o que motivou essas medidas antidemocráticas que afrontam a Constituição e a liberdade sindical no país.
fonte: cnte.org

domingo, 21 de outubro de 2018

O caixa dois de Bolsonaro e as fake news sobre educação

Entre a avalanche de fake news disseminadas via WhatsApp com os milhões de caixa dois pagos por empresas no crime de fraude eleitoral cometido por Jair Bolsonaro e sua campanha, denunciado nesta semana pelo jornal Folha de S. Paulo, as falsas informações sobre a educação são graves e têm sido responsáveis por fazer grande parte da população manifestar intenção de voto no candidato do PSL com base em mentiras.
O inexistente “kit gay” é a principal delas. Segundo noticiado na última quinta-feira (17) pela Agência Pública, a busca no Google pelo tema bateu recorde antes da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de determinar a retirada de seis vídeos que afirmaram que o livro “Aparelho sexual e cia” foi adotado durante a gestão de Haddad no MEC. A matéria da Pública começa com o exemplo da professora Renata Bragança, que dá aulas para o ensino fundamental, e que, ao receber a falsa denúncia da “cartilha gay” pelo aplicativo de mensagens, ofereceu R$100 pelo kit, sabendo, claro, que ninguém o teria, porque, obviamente, ele nunca existiu.
A mentira se baseia no material “Escola sem homofobia”, que foi suspenso pelo governo federal em 2011 por ter sido alvo de críticas de setores conservadores. Mas a pecha de “kit gay” prolifera desde então e foi usada de maneira calhorda — e, por que não dizer?, criminosa, já que com dinheiro de caixa dois — por Bolsonaro em sua campanha. A fake news se cola instantaneamente a uma outra, que, em 2014, provocou polêmica quando da votação do Plano Nacional de Educação (PNE): a de que existe uma suposta “ideologia” de gênero a aliciar crianças nas escolas. Nesse caso, o preconceito, o machismo, a homofobia, o conservadorismo religioso — e também uma boa dose de desconhecimento — fazem setores da sociedade questionar o papel da educação em defesa da igualdade de gênero (isto é, o entendimento de que todos e todas têm os mesmos direitos) e no combate a todos os tipos de discriminação.
Essas duas questões, que no fundo são uma só, estão contidas numa terceira: a ideia falaciosa de que existe uma pretensa doutrinação de esquerda nas escolas brasileiras (como se as pautas humanitárias e de de direitos humanos, como o respeito à diversidade, fossem uma exclusividade da esquerda). A vertente religiosa e conservadora, aliás, é o terreno onde o movimento Escola Sem Partido (que de apartidário não tem absolutamente nada além do nome) e seus projetos de Lei da Mordaça encontra seu solo mais fértil para censurar, perseguir e criminalizar professores. O resultado disso é uma das propostas mais nocivas de Bolsonaro e seus apoiadores: a implementação do ensino a distância desde a educação básica, o que traria profundos prejuízos não só à socialização da criança e do adolescente e ao processo de ensino-aprendizagem, rebaixando a formação dos estudantes e contribuindo para a desprofissionalização do magistério, mas especialmente para as famílias mais pobres, nas quais os pais não têm onde deixar seus filhos para trabalhar e nas quais a merenda escolar é, muitas vezes, a principal refeição diária do estudante.
Todas essas falsas notícias não são parte apenas de um crime financeiro que afronta a legislação que rege as eleições. A fraude eleitoral de Bolsonaro é também um crime contra a educação como direito de cada cidadão e cidadã.
fonte: contee.org

Fraude eleitoral: TSE adia coletiva para domingo (21); Haddad critica "silêncio absoluto" do tribunal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou a coletiva de imprensa que estava prevista para as 16h desta sexta-feira, 19, alegando problema na agenda de autoridades. A nova data é domingo, 21, às 14h, na sede do TSE em Brasília.
A coletiva havia sido convocada na quinta-feira (18) para hoje, às 16h, no prédio do TSE em Brasília. Ao lado de Rosa Weber, também participarão da coletiva o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Sérgio Etchegoyen, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

Na mannhã de hoje, Haddad criticou o "silêncio absoluto" do tribunal diante do escândalo. "Se a Justiça tomar providências poderemos ter menos desequilíbrio no segundo turno do que tivemos no primeiro. É uma justiça analógica para um crime digital", afirmou. 

A presidente da Corte Eleitoral deve falar de medidas que vêm sendo adotadas para garantir lisura das eleições e responder a questionamentos levantados no primeiro turno do pleito.
O TSE vem sendo cobrado pelo Partido dos Trabalhadores para tomar providências em relação à propagação de fake news por meio do aplicativo Whatsapp. 
O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) entrou com uma ação no TSE contra a campanha do opositor e pediu impugnação da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) após reportagem da Folha ter denunciado que empresas apoiadoras de Bolsonaro financiaram a disseminação de fake news por WhatsApp contra o PT.
Mais cedo, o PDT, sigla de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, também havia dito que pediria ao TSE que cancele ou anule as eleições presidenciais de 2018 por suposta compra de pacote de fake news contra o PT.
As manifestações dos dois partidos vieram depois de reportagem da Folha de S. Paulo divulgar, nesta quinta (18), que empresas como a Havan teriam pago por disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. A prática é ilegal porque a legislação eleitoral proíbe a doação de empresas para campanhas. O valor investido também não foi declarado. 
"Vamos acionar a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral para impedir o deputado Bolsonaro de agredir violentamente a democracia como ele tem feito. Fazer conluio com dinheiro de caixa 2 pra violar a vontade popular é crime", disse Haddad em postagem no Twitter.
Na mannhã de hoje, Haddad criticou o "silêncio absoluto" do tribunal diante do escândalo. "Se a Justiça tomar providências poderemos ter menos desequilíbrio no segundo turno do que tivemos no primeiro. É uma justiça analógica para um crime digital", afirmou. 
Após a denúncia, o Twitter desativou 11 páginas e 42 perfis administrados pela agência Follow Análises Estratégicas, uma das investigadas.
fonte: Portal CTB e Agência Estado

Centrais sindicais declaram apoio à candidatura de Fernando Haddad em reunião, em SP. Assista!

Com a defesa da democracia, do emprego e do desenvolvimento nacional, ocorreu na tarde desta quarta-feira (10), em São Paulo, o encontro de lideranças do movimento sindical com o candidato à presidência da República, Fernando Haddad, e a vice Manuela D'Ávila.
Os dirigentes  das sete principais centrais do país (CTB-CUT-Força Sindical-Nova Central-CSB-Intersindical-UGT) entregaram a Haddad um manifesto de apoio assinado por todos os presidentes das entidades e a agenda prioritária unitária lançada em maio, que reúne as principais propostas da classe trabalhadora para o país.
Durante a reunião, o presidente da CTB, Adilson Araújo, defendeu a revogação da Emenda Constitucional 95 e da reforma trabalhista, e destacou a importância de um projeto que dialogue com as necessidades da classe trabalhadora brasileira.
"Temos de mostrar para o nosso povo que tudo que o golpe subtraiu em dois anos, nós teremos quatro anos para recuperar. É com essa candidatura, com esse projeto, que encontramos o compromisso de revogar a EC 95 e a reforma trabalhista. É neste projeto que nós vamos dialogar com a sociedade que a reforma da Previdência não é prioritária. Temos de discutir uma reforma tributária progressiva e solidária. Diminuir a carga sobre o ombro de quem mais contribui. Este projeto dialoga com o povo", afirmou. 
A candidata à vice-presidenta, Manuela D'Ávila, reafirmou o compromisso com o desenvolvimento e a valorização do trabalho. "É impensável um país desenvolvido sem direitos sociais e trabalhistas assegurados pela CLT e pela Constituição de 1988. Nossa defesa da revogação da EC 95 não é retórica. Não é possível ter um país desenvolvido sem investimento em mais creches, por exemplo, em mais investimentos no sistema público de saúde". 
Fernando Haddad começou sua intervenção afirmando que a negociação permanente é essencial para conquistar avanços para o país. "Eu me reuni com as centrais sindicais como ministro da Educação e como prefeito de São Paulo. Firmamos dezenas de acordos e tivemos a oportunidade de fazer o país avançar", afirmou. "Nossa visão de mundo é tornar o povo parte da solução e não parte do problema. Nossa solução não é uma arma na mão, mas uma carteira de trabalho em uma mão e um livro na outra", disse Haddad.
Ele alertou que os direitos sociais e trabalhistas não são os únicos em risco no país. "Os direitos civis e políticos também estão cada vez mais ameaçados", afirmou, fazendo referência à morte do capoeirista baiano e à agressão à menina gaúcha que teve uma suástica inscrita com canivete na região abdominal de seu corpo por usar uma camiseta do movimento "Ele não".
Assista:
fonte: Portal CTB