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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Educação Superior: assembleia dia 08/10, 18h, no Sinpro-Rio

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Movimentada assembleia, 22/09, aprovou, por unanimidade, o resultado das negociações da Campanha Salarial 2018 – Educação Superior. 

Os professores e professoras da Educação Superior deverão ratificar, em assembleia agendada para o dia 08 de outubro, a celebração da Convenção Coletiva de Trabalho.

fonte: sinpro-rio.org

terça-feira, 18 de setembro de 2018

SINPRO RIO: AGENDA DE VISITAS ÀS IES

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SEMANA DE 17 A 20 DE SETEMBRO!
Professor/a, participe das visitas e compareça à assembleia!

Educação Superior: próxima assembleia 22/09, 10h, no Sinpro-Rio






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Reunidos em assembleia na manhã do dia 15 de setembro, professores e professoras da Educação Superior deliberaram por: - continuar e intensificar a mobilização nas portas das IES e nas redes sociais; - continuar as negociações com os representantes do patronato; - realizar nova assembleia no dia 22 de setembro, sábado, às 10 horas, no auditório do Sindicato (Rua Pedro Lessa, 35, 2º andar, Centro do Rio). NENHUM DIREITO A MENOS! COMPAREÇA À ASSEMBLEIA - SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL!


fonte: facebook.com/pg/sinprorio1931

domingo, 16 de setembro de 2018

CTB RJ repudia declarações de Wagner Victer e defende profissionais da Educação


Que a covardia era uma das principais marcas do desgoverno de Luís Fernando Pezão (PMDB) e seus aliados, todos já sabíamos, mas o nível do descaramento parece ter superado todos os limites do absurdo nessa manhã de terça-feira (4). Após os sofríveis índices de desempenho da educação pública do Rio de Janeiro no IDEB, o secretário de educação do governo Pezão, Wagner Victer, colocou a culpa na paralisação da categoria, em 2014.

Com a declaração, o secretário tenta tirar de si uma responsabilidade que é exclusivamente de sua secretaria e do governo ao qual pertence. O descaso com a educação pública do Rio de Janeiro é notório. As escolas sofrem com faltas de investimentos e de professores; as universidades são sucateadas, não há projeto para o setor e a paralisação da categoria não pode ser responsabilizada. As aulas foram repostas, o que não foi reposto foram os recursos para um salto de qualidade na educação pública estadual. A justificativa da greve não é fundamentada pelos dados. Não houve mudança no comportamento do governo para com a educação de 2015 até os dias atuais.

Os números do IDEB dão uma ideia de como a educação é tratada no Estado. Nossa educação pública  não atingiu nenhuma meta projetada, em nenhum nível de escolaridade.
No caso do ensino médio, responsabilidade do Governo do Estado, piorou. O Rio teve uma média menor do que o Brasil e o pior desempenho nas regiões Sudeste e Sul. Resultado inaceitável. Os/as professores/as e demais profissionais da SEEDUC convivem com baixos investimentos nas suas condições de trabalho, quatro anos sem reajuste salarial, e preparam uma nova paralisação, convocada pelo SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), para enfrentar os ataques que o governo Pezão promove constantemente contra a categoria.


Nós, da CTB Rio de Janeiro, defendemos a valorização dos professores e dos profissionais da educação como caminho para elevar a qualidade do nosso ensino e construir uma educação forte, emancipadora e soberana. Precisamos melhorar a estrutura e tornar a escola mais atrativa para o jovem, integrando-a à comunidade e fazendo com que ela passe a ser um elemento da mesma. Precisamos de mais respeito e dignidade para os professores e professoras da SEEDUC desenvolverem seu trabalho.

Em defesa da valorização e do respeito aos profissionais da educação.
Rio de Janeiro, 4 de setembro de 2018
Paulo Sérgio Farias
Presidente da CTB-RJ

domingo, 9 de setembro de 2018

Eleição e educação: O novo velho discurso privatista



O Portal da Contee publicou ontem (4) uma análise sobre a notícia de que o Ministério da Educação e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estudam a criação de uma linha de crédito, no valor de R$ 2 bilhões, para ajudar instituições de ensino superior (IES) privadas a financiar as mensalidades de seus estudantes. Por trás da informação estão o agravamento da transferência direta de recursos públicos, que deferiam ser destinados à educação pública, para empresas privadas e a influência do lobby privatista sobre a educação.
Essa lógica privatista é antiga e vem sendo responsável, ao longo das últimas décadas, pelo aprofundamento dos fenômenos de mercantilização — que ganhou força com o neoliberalismo dos anos 1990 — e, mais tarde, de financeirização, oligopolização e desnacionalização do ensino superior no Brasil, com a abertura de capital dessas empresas na bolsa de valores. Um processo de privatização do ensino público que atinge com cada vez mais impacto também à educação básica.
Com o retorno do pensamento neoliberal, essa velha prática chega travestida de nova na pauta eleitoral. De NOVO o candidato João Amoêdo, por exemplo, só tem o nome do partido. De resto, encarna a mesma elite financeira e privatista que contribuiu, durante séculos, para um atraso sistêmico das política públicas no país. Uma elite que que foi às ruas não contra a corrupção, mas contra o projeto de inclusão iniciado com a eleição em 2003, e que volta a dar as caras com seu discurso pró-Estado mínimo e contrário aos direitos sociais.
Na educação, entre as propostas do candidato banqueiro está, entre outros pontos, a criação de “vouchers”, com distribuição valores monetários para os mais pobres pagarem por serviços privados de educação. A medida, que já foi aventada pelo próprio governo Michel Temer, é a mesma que destruiu a educação pública no Chile, uma vez que parte da equivocada ideia de uma suposta superioridade da escola particular sobre a pública. Com isso, deixa-se de investir em educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada para aumentar os lucros o setor privado à custa de dinheiro público. Isso está no cerne de outras propostas de Amoêdo, que incluem a ampliação do Programa Universidade Para Todos (ProUni) para a educação infantil e os ensinos fundamental e médio, com bolsas em escolas particulares para estudantes oriundos da escola pública, e a cobrança de mensalidade nas universidades públicas. O projeto privatista não poderia ser mais escancarado, portanto.
Um pouco mais sutil, mas também disfarçada de novidade está a candidatura do Podemos, a recriação do antigo PTN e que nada tem a ver em ideologia com seu homônimo famoso na Espanha. Sobre educação, as propostas do candidato Álvaro Dias são vagas. Dizem apenas que vai solucionar a carência de creches e unidades de educação infantil, construindo novas unidades e transferindo a gestão aos municípios; focar na universalização do acesso, na permanência e no aprendizado de qualidade nos ensinos fundamental e médio; combater as desigualdades existentes na educação entre as regiões do país; e aumentar o número de matrículas em escola de tempo integral. Não há especificações sobre como colocar isso em prática. Entretanto, basta lembrar que, embora tenha passado por outros partidos, Dias construiu a maior parte de sua carreira no PSDB, para se ter uma ideia da tônica neoliberal em questão, como aquela que dominou os anos de governo FHC.
fonte: contee.org

Moção de repúdio à Rede Globo de televisão que, por meio de suas novelas, manipula opiniões e joga a sociedade brasileira contra a figura do/a professor/a

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais do setor público da educação básica brasileira, REPUDIA de forma veemente a tentativa de manipulação da opinião pública brasileira contra a imagem dos/as professores/as.
Em capítulo exibido no último dia 01 de setembro, a novela global “O Tempo Não Para”, que ocupa a grade de programação da emissora no horário das 19h, personagens da trama travam um diálogo que sugere, explicitamente, que a culpa e responsabilidade da atual situação da educação pública brasileira é do direito de greve do/a trabalhador/a e de sua forma de contratação por meio de concursos públicos. Esse aparente inocente diálogo em uma obra de ficção escamoteia a intenção tácita de uma emissora de televisão que, acostumada a manipular a opinião pública, parece não ter se dado conta de que seu poder de outrora, nesse campo da construção das ideias no Brasil, está cada vez mais comprometido e muito mitigado. A sociedade brasileira já identifica na Rede Globo um mal que precisa ser regulado porque trata-se, sobretudo, de uma concessão pública e à sociedade deve servir.
O pitoresco da cena reproduzida na novela em questão não passou despercebido por expressivos segmentos sociais atentos ao atual momento político por qual passa o país. Em tempos de uma democracia golpeada, que contou com o apoio decisivo desse grupo de comunicações, o diálogo entre as personagens da novela flerta com as possibilidades de contratação de servidores públicos sem mais a necessidade de concurso público, muito em decorrência da aprovação recente da terceirização ilimitada e da reforma trabalhista. Em especial para a categoria do magistério, e em conjunto com a alteração proposta nesses dois normativos, a Reforma do Ensino Médio propõe a contratação de professores por “notório saber” para o ensino profissionalizante. A ideia sempre presente de conferir às nossas escolas a gestão por meio de organizações sociais (OSs) reflete o diálogo travado na teledramaturgia global. É evidente que a cena se propôs a ser um instrumento dessa disputa de ideias que se dá no campo dos projetos políticos e somente nesse campo deve ficar.
Todos sabemos o modelo de educação que a Globo defende, que é exatamente aquele que está se pavimentando no Brasil. Esse poderoso grupo econômico aguarda ansiosamente a aprovação da nova Base Nacional Comum Curricular – BNCC do Ensino Médio para que, assim, possa ser ofertado os seus telecursos pelo Brasil afora, atendendo aos preceitos do que se pretende impor no Brasil nos tempos de hoje. Para isso, eles precisam destruir o atual modelo público, tratando a educação como mercadoria. Por isso, a cena da novela não foi despropositada e tampouco desinteressada.
Não é à toa que o índice de audiência dessas novelas, e no mais de toda a sua programação, cai em vertiginosa queda anos após anos. As pessoas estão fartas dessas tentativas de manipulação grotesca. Contingente expressivo de nossa sociedade já percebe as entrelinhas e insinuações, sempre interesseiras, dessa emissora golpista. Está chegando o momento de regular essa distorção em nossa democracia. A democratização dos meios de comunicação é urgente e está próxima!
fonte: cnte.org